Centrais sindicais brasileira emitem nota contra a injustiça histórica contra aposentados e trabalhadores

Postado em : 15/09/2020



Inês Ferreira

Foi divulgada hoje (15), nota oficial das centrais sindicais brasileiras que afirma que a intenção do governo de congelar o valor das aposentadorias e pensões e restringir o valor do BPC (Benefício de Prestação Continuada) é uma injustiça histórica contra os trabalhadores e aposentados do País. Não podemos nos calar diante desta visão míope e da lógica equivocada do governo, que está tentando, mais uma vez, prejudicar os menos favorecidos economicamente.

Caso a medida do presidente Jair Bolsonaro seja aprovada, benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, podem
ficar desvinculados do reajuste do salário mínimo e até mesmo congelados nos próximos dois anos.

Segundo a nota, ao contrário dos tecnocratas do governo que, com a frieza das planilhas, criticam o valor das aposentadorias,
entendemos que o aumento é uma forma de distribuir renda e contribuir para fortalecer e fomentar a economia e o mercado
interno. Com mais rendimentos, os aposentados irão fomentar o consumo, a produção e, consequentemente, a geração de novos postos de trabalho.

É fundamental ressaltar, ainda, que o aumento do salário mínimo é fruto da luta que resultou no acordo entre as Centrais Sindicais e o governo, que estabeleceram, em 2006, com início em 2007, uma política de valorização do piso nacional e a recomposição do seu valor de compra. É importante lembrar que esta conquista do movimento sindical vigorou até 2019.

Vale destacar também nossa luta pela extensão do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro. As Centrais Sindicais irão
mobilizar suas bases para sensibilizar os parlamentares para garantir este direito legítimo aos trabalhadores brasileiros.

Anota é assinada por:

Miguel Torres – Presidente da Força Sindical;
Ricardo Patah – Presidente da UGT – União Geral dos
Trabalhadores; Adilson Araújo – Presidente da CTB – Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil;
José Calixto Ramos – Presidente da NCST – Nova Central Sindical
de Trabalhadores;
Álvaro Egea – Secretário geral da CSB – Central dos Sindicatos
Brasileiros





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