Diretoria do SINDCOP discute ações contra a privatização do sistema prisional
Toda ação realizada pelo SINDCOP será divulgada pelos meios do comunicação da entidade a fim de manter a categoria informada e atualizada
Postado em : 23/01/2019



Diretores e representantes do SINDCOP se reuniram na tarde desta terça-feira (22) na sede do sindicato, em Bauru. A ocasião serviu para discutir as ações que o sindicato vai tomar para barrar a tentativa de privatização do sistema penitenciário.

Proposto pelo governador João Doria (PSDB) na última sexta-feira (18), o projeto envolve passar para a iniciativa privada todos os atuais presídios do estado, além das unidades que estão em construção. A privatização se daria sob o regime de Parceria Público-Privada (PPP).

Ficou decidido após a reunião que o SINDCOP irá agir em várias frentes. O Departamento Jurídico da entidade preparou uma série de ofícios que serão enviados a órgãos e instituições, como o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) – órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Buscando costurar apoio político, o sindicato irá percorrer gabinetes da Assembleia Legislativa (Alesp), Câmara Federal e Senado, solicitando apoio de deputados e senadores contrários à privatização.

Toda ação realizada pelo SINDCOP será divulgada pelos meios do comunicação da entidade: site, Facebook e Whatsapp, a fim de manter a categoria informada e atualizada.

 

Representante Amauri Horne, responsável pelo Depto. Jurídico, José Marques e o presidente, Gilson Barreto

 

“A ideia é deixar a categoria de prontidão, pois ela é a peça mais importante nesse processo”, afirma Gilson Pimentel Barreto, presidente do SINDCOP. “Os servidores têm que estar conscientes e atentos a um possível chamado do sindicato para mostrar sua força”.

No meio sindical, o SINDCOP já estabeleceu diálogo com Sindasp e Sifuspesp, entidades representativas dos agentes. Os sindicatos acordaram de se reunir para traçar ações conjuntas. “Todas as ações que forem relativas à privatização devem ser feitas em conjunto”, avalia Barreto.

Outras ações discutidas pela diretoria do SINDCOP envolvem a solicitação de audiências públicas sobre o tema e a organização de debates sobre a importância do agente penitenciário para a sociedade.

Nas próximas semanas estará disponível nas unidades prisionais do estado um informativo impresso do SINDCOP, com informações e esclarecimentos sobre a proposta de privatização do sistema prisional de São Paulo.

 





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