Homenagem às mães guerreiras do sistema penitenciário
SINDCOP deseja um feliz dia das mães a todas as mulheres que aliam a maternidade com o desafiador trabalho nas prisões
Postado em : 12/05/2018



Não é fácil! Concordamos que a vida das mães que desempenham a função de agentes penitenciárias, em relação as demais mulheres trabalhadoras, é uma das mais complicadas.
Tem que ter coragem para colocar um filho neste mundo, diante de tantos exemplos negativos no ambiente de trabalho.
É preciso muito amor para não perder o foco e cumprir com destreza uma das mais belas missões desta vida, mesmo quando se desempenha uma das mais perigosas profissões do mundo.
Essas mães tão peculiares têm que se equilibrar para dar conta da educação dos filhos diante de horários de trabalho que bagunçam a rotina diária da família.
Se o filho adoece, tem problemas na escola ou outros quaisquer, ela tem que respirar fundo e sair para o trabalho, porque esse sistema desumano não aceita justificativas, não vê com equidade os direitos das mulheres.
Nossas mães, servidoras, são mulheres que travam uma batalha diária para contribuir com a renda da família, ou até mesmo chefiá-las.
Nós, do SINDCOP queremos desejar para essas mães que elas tenham dias mais tranquilos, mais igualdade na distribuição das funções profissionais e domésticas.
Queremos desejar muito amor e muito carinho. Que seus filhos sejam gratos e reconheçam o esforço diário para educá-los.
Também queremos lembrá-las que sempre estaremos aqui para acolhê-las.
Estamos trabalhando para que a qualidades de vida dessas mães sejam cada vez melhores e para que elas consigam ocupar o lugar que lhes é de direito.
Agora, como ninguém é de ferro, deixamos aqui um poema do grande Carlos Drumond de Andrade.


Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.





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