Histórico



No dia 15 de fevereiro de 1990 um grupo de servidores se uniram para criar uma entidade que representasse os servidores penitenciários da região Noroeste.

Esse grupo não sabia que a entidade que nascia humilde, apenas para defender os interesses e direitos do pessoal do interior, se tornaria um grande sindicato de agentes penitenciários da América Latina.

A primeira sede, alugada, era um barracão na antiga Serraria Brasil na baixada da Vila Independência, em Bauru. Depois, seu último endereço alugado, a casa acanhada de piso torto, com móveis improvisados, portinhola de madeira na recepção e quintal com muros de tijolos carcomidos pelo tempo. Nessa época abrimos as primeiras subsedes em Pirajuí e em seguida a de Serrana.

A casa da rua Saint Martin foi durante anos a sede do SINDCOP. As assembleias eram realizadas no quintal, onde os servidores se acomodavam para deliberarem sobre seus interesses, e as angústias da época.

Esses lugares simples (sede e subsedes) foram palcos de debates acirrados e de um aprendizado difícil, muitas vezes dolorido como a greve de 2004.

Foram também pontos de partida para momentos de muita coragem, como na megarebelião de 2006, quando somente depois de percorrer todas as unidades prisionais da região, os diretores se deram conta do risco e retiram (pela primeira e única vez) a placa com o nome da entidade que ficava na frente da sede. Fizeram isso porque temiam represálias do crime organizado.

No começo da caminhada a diretoria não dispunha de veículo próprio e as viagens eram feitas nos veículos pessoais dos diretores.

Não era possível ir muito longe por causa da falta de dinheiro. As mobilizações e lutas eram restritas a São Paulo.

O sindicato atuava isolado, sem respaldo de entidades de graus superiores e sem apoio político.

Democraticamente os diretores foram mudando a cada nova eleição e a entidade foi crescendo naturalmente.

Sempre preocupados em ter uma reserva econômica, o sindicato em meados dos anos de 2000 fez a compra, em várias prestações mensais, do terreno na rua Manuel Bento da Cruz. Anos mais tarde, com o terreno pago iniciou-se a construção da sede da entidade.

Depois da sede concluída veio a compra do primeiro veículo – um Fiat Uno. Começou então as primeiras viagens longas.

A filiação à primeira central permitiu a capacitação da diretoria e a ampliação da luta.

O SINDCOP não parou de crescer.

Profissionalizou o jurídico, a comunicação, investiu em novas subsedes e pontos de apoio aos filiados (já somam oito) e conquistou um número razoável de associados, se tornando uma das entidades mais respeitadas do país.

Graças ao SINDCOP a luta do servidor penitenciário saiu do anonimato. Protestos contra as Reformas da Previdência e Trabalhistas colocaram a entidade em destaque na imprensa nacional.

Ações do sindicato permitiram a construção de uma nova identidade do servidor penitenciário.

Agora, somos fortes, unidos e respeitados. Temos uma diretoria atuante que não mede esforços para protestar, se mobilizar e se deslocar para os mais variados pontos do país, para debater, defender e assegurar os direitos dos servidores.

Tudo isso, sem contribuição sindical e com o trabalho voluntário de servidores que não se afastaram de seus cargos para lutar pelo coletivo.

Nos últimos anos, o SINDCOP ganhou uma nova sede, moderna e bem equipada com uma diretoria atuante e capacitada.

Chegamos até aqui sem dívidas, trabalhando com seriedade e ética e com muito respeito a confiança que os filiados depositam na entidade, mas ainda não estamos satisfeitos. 

Queremos melhorar ainda mais os serviços prestados aos nossos filiados e também deixá-lo mais seguro neste tempo de crise, de precarização dos serviços públicos e de ameaça de privatização do sistema penitenciário.

Agora a luta é outra, mas podem ter certeza que colocaremos toda a nossa estrutura a disposição daqueles que querem continuar lutando conosco. Queremos chegar aos 30 anos ainda mais fortes.

Por isso, neste aniversário de 29 anos, convidamos toda a categoria a somar, participar e se engajar na defesa dos nossos interesses. Daqui para frente muitos serão surpreendidos pelas ações do SINDCOP e com certeza todos os servidores, filiados ou não, sentirão orgulho da função que desempenham.

 

Gilson Pimentel Barreto, presidente do SINDCOP
2019

 




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