Em troca dos gatilhos fiscais, governo cede promoção de servidores

Carlos Vítolo

Imprensa Sindcop

(com Agência Câmara de Notícias)

Em troca de manter os “gatilhos fiscais” quando as despesas da União ou entes federados corresponderem a 95% das receitas correntes, o líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), anunciou o acordo que deverá permitir a policiais e servidores públicos a promoção e progressão de carreira nos momentos de calamidade.

Segundo o andamento das discussões da PEC Emergencial no Plenário da Câmara dos Deputados, a modificação deverá ser feita na votação do segundo turno.

O anúncio do acordo foi feito pelo relator da PEC Emergencial, deputado Daniel Freitas (PSL-SC). Segundo apontou o relator, todas as categorias serão contempladas. “Não se trata de uma exclusividade da segurança pública”, disse.

O ministro da Secretaria Geral de Governo, Luiz Eduardo Ramos, esteve pessoalmente na Câmara dos Deputados para acompanhar e firmar os detalhes do acordo com o relator.

No entanto, ainda se trata de um acordo, uma vez que o destaque precisa ser aprovado após a votação em segundo turno. Somente assim, com a supressão, a progressão e promoção dos servidores serão de fato liberadas.

Embora o acordo tenha sido firmado, continuariam vedadas a criação de cargo que implique aumento de despesa, a realização de concurso público para novas vagas, e adoção de medidas que impliques reajuste de despesa obrigatória acima da variação da inflação.

» Primeiro turno aprovado na madrugada

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (10), em 1º turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição 186/19, permite ao governo federal pagar um auxílio em 2021 com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos e impõe mais rigidez na aplicação de medidas de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários. Foram 341 votos a favor e 121 votos contra.