Polícia Penal de São Paulo foi representada por diretores do Sindcop
Carlos Vítolo
Imprensa Sindcop
Insatisfeitos, policiais do Brasil inteiro participaram de um protesto em Brasília nesta quarta-feira (17), contra o governo federal. O manifesto foi organizado pela União dos Policiais do Brasil (UPB), que reúne 24 carreiras da segurança pública.
Os policiais penais foram representados pelo Sindcop, com a participação dos diretores Carlos Neves (Secretário) e Eduardo Piotto (Assuntos Jurídicos). Os policiais realizaram uma carreata pela Esplanada dos Ministérios.
A revolta dos policiais contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ganhou força com a aprovação da PEC Emergencial, na Câmara e no Senado. Com isso, os policiais e demais servidores permanecem sujeitos ao congelamento salarial, se as despesas da União, estados e municípios chegarem a 95% da receita corrente.
Segundo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, em entrevista à Carta Capital, disse que Bolsonaro tinha apoio de 80% da categoria nas eleições nacionais de 2018. “Policiais civis, militares, federais, peritos e outros estão todos decepcionados”, disse. Ele destaca que a decepção da categoria com Bolsonaro começou na tramitação da reforma da Previdência, que foi aprovada em 2019, onde os policiais não foram incluídos no mesmo pacote dos militares, que tiveram regras mais brandas.
Segundo Boudens, com a reforma Administrativa, que altera a estabilidade dos funcionários públicos e cria 5 tipos de vínculos com o Estado, poderá vir o abandono geral dos policiais.
