“Nós temos diretores da própria antiga SAP que eram contra o uso de arma, porque eles acham uma imbecilidade o policial penal usar arma”, disse Romacho.
Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
O programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, recebeu para entrevista ao vivo nesta quinta-feira (3), o diretor do Sindcop, Carlos Romacho. Ele trouxe informações e orientações sobre o registro e o porte de armas para os policiais penais. O presidente do Sindcop, Gilson Barreto, entrou rapidamente no programa, mas, em virtude de outros compromissos relacionados à categoria, não foi possível participar.
No dia 25 do mês passado, Romacho e outros diretores do Sindcop participaram de uma reunião exclusiva com o Diretor-Geral da Polícia Penal, Rodrigo Santos Andrade, e o Diretor-Geral Adjunto, Odirlei Arruda de Lima.
Um dos assuntos abordados e que faz parte da pauta de negociação protocolada pelo Sindcop junto ao Diretor-Geral da Polícia Penal, foi justamente a questão do porte de armas para os policiais penais. O item três da pauta destaca: “3 – Concessão do porte de arma funcional aos policiais penais que preencham os requisitos exigidos e se haverá treinamento”.
De acordo com o diretor do Sindcop, havia dentro da própria Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), pessoas que eram contra o uso de arma pelos policiais penais, antigos ASPs e AEVPs. “Nós temos diretores da própria antiga SAP que eram contra o uso de arma, porque eles acham uma imbecilidade o policial penal usar arma. Desde que nós temos secretários na nossa instituição, eles não se importam muito com a nossa segurança, eu falo isso para você porque eu lido com isso desde 2003”.
Nesta reunião que nós tivemos com o Rodrigo, aparentemente, ele veste a camisa da Polícia Penal. Pelo que ele falou para mim, para o Gilson, o pessoal que estava lá, ele veste completamente a camisa da Polícia Penal. É policial penal, não é policial militar e não é área militar, nós somos civis com disciplina. Ele nos deu garantias. Eu espero que ele fique na coordenadoria, porque ele é um grande exemplo”, destacou Romacho ao Revista Nacional.
Romacho explicou também que, para comprar uma arma de fogo, o policial penal precisa entrar no site da Polícia Federal, fazer exame psicológico, fazer exame de tiro, fazer um pedido pra Polícia Federal. “A gente precisa explicar, porque cada caso é um caso. Geralmente, você entra no gov.br, Polícia Federal, arma de fogo, entra lá, tem todas as especificações”, disse.
O sindicalista falou ainda sobre as resoluções que foram feitas pela SAP e que, para ter validade para a Polícia Penal, o DG da Polícia Penal vai ter que fazer novas portarias de tudo o que a SAP fez. “Todas as resoluções SAP que existem, em torno de 180, 185, não me lembro exatamente quantas resoluções, a Polícia Penal vai ter que fazer portarias das resoluções, porque o agente de segurança penitenciária não existe mais, o agente de escolta e vigilância penitenciária não existe mais. Para ter validade da secretaria para a Polícia Penal, o diretor geral tem que fazer as novas portarias de tudo o que a SAP fez”, explicou Romacho.
Confira todos os detalhes da entrevista ao vivo com Carlos Romacho.