SP celebra os 93 anos da Revolução Constitucionalista de 1932

A revolta eclodiu em 9 de julho e São Paulo combateu as tropas federais; quase três meses após o início do conflito, os paulistas se renderam.

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

A Revolução Constitucionalista de 1932 completa 93 anos nesta quarta-feira (9) e, desde 1997, o dia tornou-se feriado estadual pela aprovação da Lei 9.497 pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

O acontecimento foi uma resposta dos paulistas ao autoritarismo iniciado no golpe de 1930, que deu início à era de Getúlio Vargas. A data destaca o conflito armado entre forças paulistas que tinham por objetivo derrubar o governo de Getúlio Vargas, que assumiu a presidência depois um golpe de Estado contra o presidente eleito Júlio Prestes.

Prestes havia sido eleito presidente após derrotar Vargas em 17 estados, mas jamais tomou posse. Um levante militar da Aliança Liberal derrubou o governo de Washington Luiz e entregou o poder a Getúlio Vargas. No governo de Vargas, considerado provisório, foi suspensa a Constituição de 1891, o Congresso Nacional foi fechado e os governadores foram substituídos por interventores, centralizando o poder.

A centralização política desagradou e São Paulo não aceitou a indicação do interventor pernambucano, o tenente João Alberto. Em maio de 1932, houve uma manifestação contra o governo Vargas no centro de São Paulo e as forças do governo reagiram, matando quatro estudantes: Mário Martins Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. A morte dos estudantes serviu de apoio da classe média paulista contra o governo, e os estudantes mortos foram tomados como símbolos da luta paulista, formando o acrônimo MMDC.

A revolta eclodiu em 9 de julho e São Paulo combateu as tropas federais. Em outubro de 1932, quase três meses após o início do conflito, os paulistas se renderam. Os líderes da revolução tiveram seus direitos políticos cassados e foram exilados em Portugal.

No entanto, em 1933, surgiram resultados positivos da revolução, sendo nomeado um interventor civil nascido em São Paulo e, em 1934, a Assembleia Constituinte foi reunida para uma nova Constituição. Em junho de 1934 foi promulgada a segunda Constituição republicana brasileira.

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