Setembro Amarelo: Rádio Sindcop fala sobre a prevenção ao suicídio

Psicóloga e padre participam ao vivo do programa Revista Nacional para tratar do tema na próxima quarta-feira (17).

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

A campanha Setembro Amarelo chama a atenção para a importância da prevenção ao suicídio e aos cuidados com a saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos no mundo, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio. No Brasil os dados apontam que são 14 mil mortes, números que comprovam a insuficiência de políticas eficientes para a prevenção do suicídio.

Na próxima quarta-feira (17), às 9h, o programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, apresentado pelo jornalista Carlos Vitolo, vai falar sobre o tema. Participam da entrevista a psicóloga do Sindcop, Silvia de Assis, e o padre Alex Augusto Manoel de Souza, da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, Diocese de Bauru.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (9) a Lei 15.199/2025, que tornou oficial a campanha Setembro Amarelo, estabelecendo o dia 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio e o dia 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação.

Pela legislação, o poder público, em conjunto com instituições, organizações não governamentais e a sociedade civil, deverá promover atividades, eventos e campanhas de conscientização durante o mês de setembro. Os eventos devem informar a população sobre os riscos da automutilação e do suicídio, bem como os recursos disponíveis para apoio e tratamento. Também, reduzir o estigma e os preconceitos associados a questões de saúde mental, promover a empatia, a compreensão e o apoio às pessoas que enfrentam desafios relacionados à automutilação e à ideação suicida, estimular a busca por ajuda profissional em casos de automutilação e de ideação suicida.

Segundo a norma, o poder público poderá apoiar e incentivar a realização de atividades educacionais nas escolas e na comunidade destinadas a informar, a sensibilizar e a conscientizar sobre a prevenção da automutilação e do suicídio. Entre as atividades que poderão ser desenvolvidas durante a campanha Setembro Amarelo, estão: a iluminação de prédios públicos com luzes de cor amarela, a promoção de palestras, eventos, atividades educativas sobre a saúde mental, veiculação de campanhas na mídia e disponibilização à população de informações em banners, em folders e em outros materiais ilustrativos.

Segundo o governo federal, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem serviços com equipes especializadas para atender as necessidades de saúde mental da população, incluindo pessoas que passam por desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas. O atendimento nos CAPS está disponível para qualquer pessoa que precise de suporte, e pode ser acessado de forma espontânea ou por encaminhamento de outros serviços da rede de saúde. Já nas Unidades de Acolhimento, Serviço Residencial Terapêutico e dos hospitais gerais, é obrigatório o encaminhamento de outras unidades de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Modalidades dos CAPS

CAPS I: Atende pessoas de todas as faixas etárias com sofrimento psíquico grave. Indicado para regiões com mais de 15 mil habitantes;

CAPS II: Atende pessoas com sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes;

CAPS i: Atende crianças e adolescentes com sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes;

CAPS AD: Álcool e Drogas: Atende todas as faixas etárias com sofrimento psíquico por uso de álcool e outras drogas. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes;

CAPS III: Oferece atenção contínua, com funcionamento 24 horas, acolhimento noturno e outros serviços de saúde mental.

CAPS AD III: Álcool e Drogas: Atende adultos, crianças e adolescentes em sofrimento psíquico intenso que necessitam de cuidados clínicos contínuos.

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