“O câncer é muito prevalente, mas ele não é sentença, não é para ter medo”, disse a médica.
Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP

O programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, apresentado pelo jornalista Carlos Vitolo, recebeu para entrevista nesta quarta-feira (8), a médica mastologista do Hospital de Amor de Barretos, Dra. Natalie Gonçalves. Assista a entrevista no final da reportagem.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a prevenção primária e a detecção precoce são fundamentais para o controle desse tipo de câncer. O instituto também destaca que, para 2025, são estimados 73.610 casos novos casos de câncer de mama no Brasil.
Na entrevista, a médica disse que o objetivo do tratamento e rastreamento do câncer de mama é “nós podermos identificar as lesões num estágio inicial, porque quando detectado uma lesão, um nódulo, uma calcificação, uma assimetria, que são alterações de exame de imagem que são detectadas principalmente nos exames de rastreamento, nós consideramos que são doenças muito iniciais e um câncer de mama inicial nós conseguimos a cura mais de 90%, 95%, em alguns casos 100%”.
Ela explicou que, a cada dez mulheres, duas vão desenvolver câncer de mama, principalmente na idade entre 50 e 60 anos. “O objetivo é a detecção precoce. O câncer é muito prevalente, mas ele não é sentença, não é para ter medo. Ele é para a gente descobrir nos estágios iniciais porque tem muita cura, muitas coisas para serem feitas e ficar tudo bem”, disse Natalie.
A médica disse que acredita muito no instinto da mulher e que é importante o hábito de tocar as mamas, sentir como está e, ao perceber qualquer alteração, vale a pena procurar um médico. “Pode ser um endurecimento, uma alteração de pele, uma pele mais vermelha, saída de secreção do bico do peito, uma íngua embaixo do braço ou uma nodulação. Não é para a gente ficar com medo e nem muito preocupada, porém qualquer alteração que você perceber nas mamas, que você considere que isso não existia antes, na minha opinião, temos sim que ir buscar um profissional e realizar os exames de imagem, passar por uma avaliação clínica”, orientou a mastologista do Hospital de Amor de Barretos.
Principais sinais
Segundo o INCA, os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).
Desenvolvimento
O desenvolvimento da doença entre as mulheres está relacionado a diversos fatores: envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.
Tratamento SUS
Segundo o Ministério da Saúde, para o tratamento de câncer de mama, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos. A Lei nº 12.732/2012, estabelece que o paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso.
Para que o prazo da lei seja garantido a todo usuário do SUS, é necessária uma parceria direta dos gestores locais, responsáveis pela organização dos fluxos de atenção. Estados e municípios possuem autonomia para organizar a rede de atenção oncológica e o tempo para realizar diagnóstico depende da organização e regulação desses serviços.
Outubro Rosa
O movimento internacional da campanha Outubro Rosa tem o objetivo de conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. A campanha também é uma oportunidade para falar sobre a saúde da mulher de forma mais ampla.
Assista a entrevista com a médica mastologista do Hospital de Amor de Barretos, Dra. Natalie Gonçalves.




