Reunião de líderes decide deixar votação da PEC da Segurança Pública para 2026

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

Após reunião entre os líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi adiada para 2026, no Plenário da Câmara dos Deputados, a votação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25). A proposta deve ser votada na comissão especial que analisa o texto. Também ficou para 2026 a votação do projeto de lei conhecido como PL Antifacção (PL 5582/25).

Na última quarta-feira (10), o presidente do Sindcop, Gilson Barreto, participou na Câmara dos Deputados da apresentação do relatório do texto da PEC da Segurança, na comissão especial criada para examinar o mérito e elaborar o parecer da proposta. O Sindcop foi o único sindicato dos policiais penais de São Paulo que esteve presente na reunião.

A PEC foi elaborada pelo governo federal e reconfigura a estrutura de segurança pública no Brasil. O documento também busca maior integração entre os estados e órgãos de segurança.

O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), apresentou um substitutivo ao texto original elaborado pelo governo. O deputado propôs a criação do Sistema de Políticas Penais e do Sistema Brasileiro de Inteligência. Segundo o relator, “o projeto original tinha um enfoque centralizador, sem fortalecer plenamente a atuação dos estados. Nossa versão avança na descentralização e na articulação federativa, valorizando tanto a coordenação nacional quanto a autonomia dos entes federados”, disse.

De acordo com a Câmara dos Deputados, entre as mudanças propostas pelo relator estão:

  • Criação de um regime jurídico especial para organizações criminosas de alta periculosidade;
  • Fortalecimento explícito dos direitos das vítimas no texto constitucional;
  • Previsão de referendo nacional para redução da maioridade penal em crimes violentos;
  • Criação de uma nova arquitetura federativa para a segurança pública;
  • Reorganização das polícias municipais e das guardas municipais;
  • Reforço das competências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal;
  • Criação do Sistema de Políticas Penais e modernização profunda da gestão prisional;
  • Medidas para evitar que presídios continuem como centros de comando do crime;
  • Congresso ganha competência para sustar atos normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público quando extrapolarem o poder regulamentar;
  • Institucionalização da Política Nacional de Inteligência e ampliação do papel do SISBIN;
  • Financiamento vinculado e permanente para segurança pública e sistema prisional com receitas do pré-sal e das apostas de quota fixa ao FNSP e FUNPEN;
  • Ampliação das competências legislativas comuns e concorrentes;
  • Reforço da coordenação e descentralização federativa com fortalecimento dos estados e municípios;
  • Atualização constitucional sobre prisão provisória, inclusão da perda de direitos políticos durante o recolhimento;
  • Criação de competência específica para o Congresso fiscalizar e controlar a atividade de inteligência.

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