Entrevista na Rádio Sindcop fala sobre saúde mental dos policiais penais

A psicóloga Silvia de Assis explicou que sofremos pressões diárias de todos os lados e o presidente do Sindcop destacou as dificuldades vividas pela categoria como fatores que também prejudicam a saúde mental dos policiais penais. Carlos Vítolo Da Redação – SINDCOP O programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, desta quarta-feira (28), falou sobre os cuidados com a saúde mental, com foco na categoria dos policiais penais. Para tratar do tema, o programa recebeu a psicóloga Silvia de Assis, que atende filiados do Sindcop e seus dependentes, além do presidente Gilson Pimentel Barreto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade. Criada em 2014, a campanha “Janeiro Branco” é dedicada à promoção da saúde mental e emocional, com o objetivo de sensibilizar a população para a importância do bem-estar psicológico e estimular a busca por cuidados especializados quando necessários. A campanha acontece logo no primeiro mês do ano por estar, simbolicamente, associada a recomeços e novos projetos. O nome “Janeiro Branco” remete à ideia de uma “folha em branco”, incentivando as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental. De acordo com o governo federal, dados recentes apontam que o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, com 9,3% da população afetada (cerca de 18 milhões de pessoas). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no caso da depressão, houve um impacto pela pandemia de Covid-19, que levou a um aumento de 25% nos casos de transtornos mentais no país. A psicóloga do Sindcop explicou sofremos pressões diárias de todos os lados. “Nós vivemos sobre pressão de todos os lados, a pressão pessoal, familiar, profissional, da sociedade. E a Polícia Penal em si já trabalha no ambiente estressante”, disse. “Ainda hoje parece que as pessoas pensam mais nas questões físicas, se acontecer alguma coisa e você for ferido e sangrar, parece que todo mundo acolhe, se sensibiliza por aquela questão física. E a questão emocional?”, questionou Silvia. Ela explicou que, muitas vezes, as pessoas chegam no consultório já com o diagnóstico e que muitas vezes a pessoa leu algo e se identificou, mas, através da entrevista, do contexto, fica comprovado que não é o que a pessoa pensava. “Então, olha como que é perigoso você achar que é uma coisa e começar a acreditar naquilo. É realmente muito perigoso”, disse. Para a psicóloga, se você começa a se comportar muito diferente, se tem algum sinal de que tem alguma coisa errada é preciso buscar ajuda e não ter medo ou vergonha. O presidente do Sindcop destacou as dificuldades vividas pela categoria como fatores que também prejudicam a saúde mental dos policiais penais. “Todos nós queríamos viver um padrão que não está dentro do nosso orçamento, principalmente com os últimos governos, João Dória e esse governo Tarcísio. No concurso de 1990, que eu fiz, o salário de ingresso correspondia a 10 salários mínimos. Hoje eu sou aposentado, 34 anos depois, e com a alteração eu fiquei no 6A com 5 salários mínimos, 4 salários mínimos”, explicou o presidente. “Espero que a nossa categoria de Polícia Penal de São Paulo não esqueça de tudo que o governo Tarcísio promoveu e tudo o que vem promovendo. É a oportunidade de dizer basta. Chega de aventureiro no sistema prisional de São Paulo, eles passam e nós ficamos. Ficamos com o déficit desvalorizado, adoecido, sem reconhecimento nenhum. Temos policiais penais competentes para estar administrando a Secretaria da Administração Penitenciária e depois a Polícia Penal, que hoje nós já temos o Rodrigo como diretor-geral da Polícia Penal, mas que ainda é subordinado à secretaria”, destacou o presidente do Sindcop. Assista a íntegra da entrevista com os esclarecimentos e orientações da psicóloga e do presidente do Sindcop: