Presidente do Sindcop diz que objetivo da manifestação foi mostrar descontentamento com governo e sucateamento das polícias

Os representantes do Sindcop participaram da manifestação e cobraram o governo Tarcísio em manifesto na Avenida Paulista. Confira o álbum de fotos. Carlos Vítolo Da Redação – SINDCOP Com faixas e gritos como “fora, Tarcísio”, diretores do Sindcop participaram na manhã desta terça-feira (24), na Avenida Paulista, em São Paulo, de uma manifestação contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os manifestantes seguiram em caminhada da Avenida Paulista até a Secretaria de Segurança Pública. O protesto também contou com a participação de lideranças de outras instituições da segurança pública e de deputados estaduais, entre eles, Carlos Giannazzi (PSOL), Paulo Fiorilo (PT) e Reis (PT). O presidente do Sindcop, Gilson Pimentel Barreto, lembrou que a manifestação foi organizada por um conjunto de entidades, associações, agremiações da Polícia Militar, Polícia Civil, Técnico-científica, sindicatos dos investigadores da Polícia Civil, sindicatos do sistema prisional e da Fundação Casa. “O objetivo era mesmo mostrar o descontentamento da categoria. A realidade é que todas as polícias estão sendo sucateadas, além de que, o salário de todas as carreiras policiais continua sendo um dos piores do Brasil, ao contrário das promessas do Tarcísio”, disse o presidente do Sindcop. Conforme o presidente, faltam de equipamentos, viaturas, HTs, Equipamento de Proteção Individual (EPI’s), coletes e “tudo o que pensar de condições de trabalho”, disse. Barreto também destacou que o ato foi contra o governador tendo em vista o descontentamento de todas as carreiras policiais. “Cobramos a questão das ocorrências de suicídio em todas as carreiras policiais, a falta de valorização salarial e de condições de trabalho que não temos. Por fim, a avaliação das entidades envolvidas é de que o protesto foi muito bom”, finalizou o presidente do Sindcop.
Após cobrança do Sindcop, governador publica decreto para revisão da contagem de tempo de serviço

Em ofício enviado ao governador, o sindicato cobrou a adoção de providências administrativas e legislativas para o pagamento retroativo dos adicionais por tempo de serviço e demais vantagens. O decreto do governo é uma resposta à cobrança feita pelo Sindcop. Carlos Vítolo Da Redação – SINDCOP Em resposta à cobrança feita pelo Sindcop no final do mês passado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (25), um decreto que trata da revisão da contagem do tempo de serviço dos servidores e empregados públicos. A contagem se refere ao intervalo do período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 como período aquisitivo de anuênios, triênios, adicionais por tempo de serviço – quinquênios, sexta-parte dos vencimentos, licença-prêmio e demais mecanismos equivalentes – em cumprimento ao artigo 3º da Lei Complementar federal 226/2026. Segundo a publicação do governador, as Secretarias de Estado, a Procuradoria Geral do Estado, a Controladoria Geral do Estado e as autarquias promoverão a revisão da contagem do tempo de serviço. A Lei Complementar 226/2026 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de janeiro e recompõe o tempo de serviço ao funcionalismo público brasileiro, que foi congelado durante o período da pandemia da Covid-19. A sanção da lei encerrou o congelamento de 583 dias na contagem do tempo de serviço dos servidores. O projeto foi de autoria da deputada federal Luciene Cavalcante (Psol-SP) e ficou conhecida como “Lei Descongela”. No mês passado, o ofício protocolado pelo Sindcop junto ao governador destacou que “a medida ora pleiteada confere efetividade à norma vigente, reforça segurança jurídica e contribui para a redução da judicialização de demandas envolvendo direitos já reconhecidos pelo próprio Estado”. O decreto publicado pelo governador nesta quarta (25) aponta que a revisão prevista produzirá efeitos funcionais e remuneratórios a partir de 13 de janeiro de 2026. “Os órgãos setoriais e subsetoriais do Sistema de Administração de Pessoal adotarão as providências necessárias à revisão do tempo de serviço dos servidores e empregados públicos, na forma dos artigos 1º e 2º, e expedirão os atos de concessão ou de retificação cabíveis”, aponta o Artigo 3º da publicação. O documento também destaca que o pagamento dos valores somente poderá ser realizado mediante a edição de lei específica. O Sindcop também protocolou ofício à Presidência da Assembleia Legislativa requerendo o apoio para a tramitação e apreciação de um eventual projeto de lei que poderá ser encaminhado pelo governador, visando o pagamento retroativo dos adicionais por tempo de serviço e demais vantagens. Confira os pedidos do Sindcop.