Em reunião com secretário, presidente do Sindcop protocola pedido de reajuste com índice de 10,77%

Secretário diz que governo não tem valor definido, nem a data. O presidente do Sindcop falou sobre o tema nesta quinta-feira (12) em entrevista à Rádio Sindcop. Ele também falou sobre a reunião realizada ontem com o DG da Polícia Penal. Carlos Vítolo Da Redação – Sindcop “Na nossa pauta, nós protocolamos um índice baseado nas consultas que fizemos com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Esse índice é de 10,77%, já incluindo a questão de um aumento real”, disse o presidente do Sindcop, Gilson Pimentel Barreto, em entrevista à Rádio Sindcop, nesta quinta-feira (12). A pauta da categoria, protocolada pelo Sindcop em reunião com o secretário da Administração Penitenciária, Marcello Streifinger, também foi entregue ao diretor-geral da Polícia Penal (DGPP), Rodrigo Santos Andrade, para que os dois tivessem conhecimento de todos os assuntos a serem tratados. Durante a entrevista à Rádio Sindcop, o presidente lembrou que 2026 é um eleitoral e que os governos têm um prazo menor para dar aumento. “Na conversa que eu tive com o secretário, ele nos disse que o governo pretende dar aumento, mas que ainda não tem valor definido e nem a data. Não se sabe se vai ser um aumento de um dígito ou de dois dígitos. Essa foi a fala do secretário”, explicou o dirigente sindical. O presidente destacou a falta de valorização e estrutura na carreira de policial penal. “Infelizmente, sem reconhecimento, sem valorização, sem respeito, sem dignidade. É o que o governo Tarcísio está deixando para a Polícia Penal de São Paulo em comparação a outros estados”, afirmou Barreto. Ele pontuou que, na prática, não se vê a Polícia Penal de São Paulo reconhecida. “A começar pela identidade visual. Na prática é uma polícia que não tem uniforme. Não adianta a gente falar do secretário, ele é um cargo comissionado, quem faz ou quem deixa de fazer é o governador Tarcísio. Eu espero que a categoria entenda isso. Dias atrás fizemos um ato de protesto junto com outras forças policiais, é o que dá para fazer enquanto organização sindical, associações, e aí a gente está chegando no período eleitoral e eu espero que os servidores públicos reflitam antes de pensar em votar em Tarcísio de Freitas. Nós somos povo, antes de ser servidor público, nós somos cidadãos pagamos impostos”, disse Barreto.