Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
Os policiais penais ficaram de fora do reajuste proposto pelo governo de São Paulo, no projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que dispõe sobre os vencimentos, salários e reclassificação dos vencimentos dos integrantes da carreira de delegado de polícia, das demais carreiras policiais civis e da Polícia Militar, que pertencem à Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo. Um outro projeto enviado pelo governador trata das regras gerais de promoção dos militares.
A não inclusão dos policiais penais na proposta de reajuste gerou grande insatisfação na categoria, que sempre enfrenta dificuldades para negociar reajuste salarial junto ao governo, como também ocorreu com governos anteriores.
O presidente do Sindcop, Gilson Pimentel Barreto, disse que aguarda o envio do projeto para a Polícia Penal no mesmo percentual. “Como todos já sabem, hoje foi publicado na Alesp o envio do projeto de aumento para os policiais da Secretaria de Segurança Pública, militares, civis e técnico-científicos. Pelo menos já temos a certeza de uma parte daquilo que o secretário da Administração Penitenciária nos disse na reunião. Ele falou que o governo tinha a intenção de dar aumento para todo o funcionalismo, que seria um aumento linear, só não sabia ainda se seria um dígito ou dois dígitos. Agora aguardamos o envio do projeto referente à Polícia Penal, e que seja no mesmo percentual, assim como as demais carreiras do funcionalismo público de São Paulo”, explicou o presidente.
Em reunião com o secretário da Administração Penitenciária, Marcello Streifinger, o Sindcop protocolou uma pauta com índice de reajuste de 10,77%. “Na nossa pauta, nós protocolamos um índice baseado nas consultas que fizemos com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Esse índice é de 10,77%, já incluindo a questão de um aumento real”, disse o presidente do Sindcop. O documento também foi entregue ao diretor-geral da Polícia Penal (DGPP), Rodrigo Santos Andrade. “Não adianta a gente falar do secretário, ele é um cargo comissionado, quem faz ou quem deixa de fazer é o governador Tarcísio”, explicou o presidente destacando que a categoria precisa entender isso.
Recentemente, em entrevista à Rádio Sindcop, o presidente disse que “a gente pode afirmar que é o pior governo que São Paulo já teve para o funcionalismo público e também para a sociedade em geral. É que a sociedade ainda não se atentou, mas vai chegar um momento que vai cair a ficha, ou seja, já vem caindo”, disparou o presidente.



