Batalha pela regulamentação da Polícia Penal ganha força em São Paulo
Fórum Penitenciário Permanente esteve nesta quarta-feira(26) na Alesp para buscar apoio de deputados e tentar agilizar tramitação da PEC pela Procuradoria-Geral do Estado. Trabalhadores também organizaram protesto contra projeto de lei que extingue empresas públicas e ameaça direitos de servidores Integrantes do Fórum Penitenciário Permanente, formado pelo SIFUSPESP, pelo SINDCOP e pelo SINDASP-SP, estiveram nesta quarta-feira (26) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para buscar apoio pela rápida análise da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Polícia Penal pela Casa Legislativa. Em conversa com os sindicalistas, o deputado Carlos Giannazi (PSOL) disse que vai enviar um pedido à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para que a proposta tramite com a maior celeridade possível pelo órgão e possa ser encaminhada, em regime de urgência, para análise da Casa Legislativa, o que será feito após a Procuradoria encaminhar a PEC ao governador João Doria (PSDB). Na semana passada, o líder do governo na Casa, deputado Carlão Pignatari (PSDB), também havia se comprometido a cobrar agilidade por parte da Procuradoria para que a PEC fosse enfim liberada. Em conversa com o presidente do SIFUSPESP e representante do Fórum, Fábio Jabá, Pignatari havia dito na última quinta-feira (20) que iria colaborar com a demanda dos policiais penais ao se comprometer com a requisição relativa ao trâmite da PEC junto à PGE. Os sindicalistas aguardam o sinal verde do órgão e a retomada das atividades normais dos grupos de trabalho(GTs) sobre a polícia penal para que o processo seja agilizado na Alesp e, rapidamente, os servidores possam atuar sob um novo regime de trabalho, focado nas dinâmicas da legislação atual. Contra o PL 529, pelos direitos dos servidores e por bons serviços públicos O Fórum Penitenciário Permanente também esteve na Alesp para se manifestar, ao lado de outras entidades representativas de servidores públicos estaduais, contra a aprovação do Projeto de Lei 529/2020, que extingue diversas empresas públicas e autarquias, além de confiscar a autonomia financeira das universidades públicas e da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo). A proposta do governador João Doria ameaça diretamente os postos de trabalho dos funcionários dessas estatais e também os serviços públicos de qualidade prestados à população, entre eles os projetos de moradia popular encampados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), as gestões dos parques estaduais pelo Instituto Florestal e outros setores que estão na mira do Palácio dos Bandeirantes para serem eliminados e forrar, com a venda de seus ativos, o orçamento estadual para 2021.
Prorrogada até 06 de setembro a suspensão do atendimento presencial no SINDCOP
O atendimento presencial do SINDCOP continuará suspenso até o dia 06 de setembro, em respeito às determinações de quarentena e isolamento social em combate ao novo coronavírus. O retorno das atividades agora está programado para ocorrer no dia 08 de setembro, terça-feira, devido ao feriado da Independência do Brasil no dia 07. De acordo com o divulgado pelo Governo de São Paulo nesta sexta-feira (28/08) pela primeira vez nenhuma região do estado caiu de fase no Plano São Paulo. Atualmente, 88% do estado está na fase amarela. As regiões de Presidente Prudente, Marília, Registro, São João da Boa Vista, Franca e São José do Rio Preto seguem na fase laranja. Filiados do SINDCOP contam com atendimento remoto durante o período de isolamento social. O sindicato também disponibilizou atendimento jurídico por meio de videochamadas (clique aqui para saber mais). Veja abaixo os telefones de contato disponíveis aos filiados. 14 – 99783-8678 (Gilson Pimentel Barreto – presidente)14 – 99797-5290 ( Wesli Gimenez, advogado – Bauru)14 – 99634-5432 (Isael Tuta Vitorino Ferreira – advogado – Bauru)14 – 99692-4544 (whatsapp Jurídico) – e mail: sindcop.juridico@gmail.com14 – 99748-7006 (Administrativo – Bauru)14 – 99762-7130 (Comunicação – Bauru) – e-mail: imprensa@sindcop.org.br Representantes de pontos de apoio, sede e subsedes:Bauru – Almostante Albuquerque 14 – 99708 – 4486Bauru – Eduardo Piotto 14 – 99876-0434Bauru – Amauri Horne 14 – 99715-5670Bauru – Leandro Leandro 14 – 98118-8070Presidente Venceslau – José Claudio 14 – 99723-4252São José do Rio Preto – Daniel Simonas 17 – 98111-2646Campinas – Fátima Regina 19 – 99331-3546Cerqueira César – Sérgio Dias 14 – 99631-2364Pirajuí – Carlos Neves 16 – 99711-0985Marília – Rogerio Muller 14 – 99742-1414Ribeirão Preto – Eliseu Carlota 16 – 99753-6956Pirajuí – Fernando Gonçalves 14 – 99712-9265Presidente Prudente – Rodrigo Cavalcante18 – 99611-6077
Live com representantes de outros estados discute contexto nacional da Polícia Penal
O SINDCOP organiza mais uma live nesta quinta-feira (03), às 16h, com o tema “Sistema Prisional no Brasil: Polícia Penal e valorização do servidor”. Participam da transmissão Carlos Neves, secretário do SINDCOP, Wagner Falcão, presidente da Associação dos Policiais Penais do Brasil – Ageppen Brasil, e José Roberto Neves, vice-presidente do Sindarspen Policiais Penais. Eles vão comentar sobre o contexto nacional da Polícia Penal e o quê tem sido feito pela valorização dos servidores prisionais no contexto da pandemia do coronavírus. Transmissão será nesta quinta-feira (03), às 16h, pelo Facebook (facebook.com/SINDCOPBAURUSP/) e Youtube (youtube.com/sindcop). Filiados do sindicato e servidores podem participar enviando perguntas e opiniões pelos comentários da transmissão.
Uso de máscaras em unidades prisionais é obrigatório, decide STF
Inês FerreiraO uso de máscaras de proteção individual por todas as pessoas que circularem dentro de unidades prisionais, agora é obrigatório. As unidades também devem afixar cartazes informativos sobre o uso correto de máscaras e com o número máximo de pessoas permitidas ao mesmo tempo dentro dos estabelecimentos fechados. A decisão é do STF (Supremo Tribunal Federal). “Apesar de enfrentarmos outros problemas, essa é uma excelente decisão. Os servidores estarão mais protegidos e o Estado terá a obrigatoriedade de cumprir a determinação judicial, enquanto que nós teremos instrumentos para cobrar com mais eficácia”, disse o presidente do SINDCOP, Gilson Pimentel Barreto. O Estado de São Paulo tem 231.287 presos. Os últimos número da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) apontam que no Estado de São Paulo, 27 policiais penais morreram contaminados pela Covid-19. Ao todo, 1.341 profissionais deram resultado positivo de contaminação.A proporção é de uma morte a cada 49 casos positivos. Em relação aos 35.056 trabalhadores, a taxa de mortalidade é de 0,77 a cada mil pessoas. Quanto aos presos, o Estado de São Paulo registrou 24 mortes causadas pela pandemia. pela SAP. No fim de julho, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já havia mais de 17 mil casos confirmados de Covid-19 no sistema prisional brasileiro. Segundo o ministro Gilmar Mendes, em razão da baixa testagem, há fortes indícios de que esses números estejam subestimados. Ele destacou também que a letalidade da doença nos presídios e nos estabelecimentos socioeducativos atinge não só os detentos, mas os próprios trabalhadores. Segundo o ministro, a falta de rigor no uso de equipamentos de proteção individual nesses locais potencializa a circulação do vírus. DecisãoA decisão do STF, ocorreu no último dia 1º por unanimidade, ao referendar a medida cautelar deferida parcialmente pelo ministro Gilmar Mendes para restabelecer a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção individual a todos os trabalhadores dos estabelecimentos prisionais e de cumprimento de medidas socioeducativas, incluídos os prestadores de serviço. A decisão consta na ação de Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs 714, 715 e 718) feita pelos partidos PDT, Rede Sustentabilidade e PT. Na ação eles contestam os vetos do presidente da República, Jair Bolsonaro, a dispositivo da Lei Lei 14.019/2020 que exige o uso do equipamento para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público. A liminar suspende apenas os efeitos dos vetos feitos por meio de republicação, após o prazo de 15 dias para o exercício da deliberação executiva sobre o projeto de lei (artigo 66, parágrafo 1º, da Constituição Federal). Direito à informaçãoDe acordo como o ministro, os dois dispositivos que foram objeto da republicação de veto estabelecem importantes medidas de combate à pandemia. Além de prever o uso obrigatório de máscara de proteção individual a todos os trabalhadores dos estabelecimentos prisionais, eles impõem o dever de afixar cartazes informativos sobre o uso correto de máscaras e o número máximo de pessoas permitidas ao mesmo tempo dentro dos estabelecimentos fechados. “É inconteste a relevância material do artigo 3º-B, parágrafo 5º, que preserva o direito à informação”, salientou o relator.
SINDCOP propõe ação civil pública pedindo a garantia da contagem de tempo de policiais penais paulistas
Segundo a ação, aplicação da Lei Complementar 173, pela SAP é ilegal Inês Ferreira O Departamento Jurídico do SINDCOP propôs Ação Civil Pública contra a Fazenda Pública do Estado, alegando que a aplicação da LC 173/2020 (Lei Complementar do presidente Jair Bolsonaro, que proibiu a contagem de tempo e o reajuste salarial de servidores) é inconstitucional e não pode ser aplicada no Estado de São Paulo. A ação, com pedido de Tutela de Urgência Antecipada, abrange toda a categoria de policiais penais, e deu entrada na Justiça no último dia 1º de setembro. Segundo o presidente do SINDCOP, Gilson Pimentel Barreto, o pedido de Tutela de Urgência, tem o objetivo de assegurar acategoria a continuidade do cômputo do tempo de serviço para todos os fins, nos termos do que estabelece a lei, inclusive, para obtenção de vantagens por tempo de serviço como o quinquênio, sexta parte, licença prêmio e o direito de sua conversão em pecúnia, de acordo com o previsto na LC nº 1.051/08, mesmo antes da a ação transitar em julgado. Na ação, o Departamento Jurídico, diz que os procedimentos administrativos internos da Secretaria de Administração Penitenciaria – SAP, que impedem o exercício e a concessão de direitos amparados pela LC n. 173/2020 viola o pacto federativo. A ação argumenta que o Brasil está passando por crise sanitária resultado da COVID-19 (coronavírus), o que motivou oreconhecimento do ESPIN – Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Portaria n. 188, de 03 defevereiro de 2020 – Ministério da Saúde), assim como, o reconhecimento do Estado de Calamidade Pública, comoinstituído pelo Decreto Legislativo n. 6/2020 e, a edição de inúmeras normas legislativas Federal, Estaduais e Municipais.Diante disso, afirma a ação, os governos, por causa da crise sanitária instalada, se viram obrigados a dispender gasto maior no aparelhamento do sistema de saúde e, socorro financeiro/emergencial às pessoas mais necessitadas, que perderam seus empregos, suas rendas e meios de sobrevivência. No Estado de São Paulo, entre outras medidas legislativas que regulamentaram o Estado de Calamidade Pública, consta o artigo 1º, do Decreto Legislativo n. 6/2020, que reconhece, exclusivamente para estes fins o artigo 65 da Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000, o qual também estabelece o prazo extensão do “estado de calamidade pública”, até 31 de dezembro de 2020. A ação afirma ainda, que o governo de São Paulo, para atender as novas exigências do artigo 65, da LC n. 101/2000, reconheceu “estado de calamidade pública”, através do Decreto n. 64.879, de 20 de março de 2020 e, do Decretos Legislativo 2.493, de 30 de março de 2020. Segundo a ação, é importante não esquecer que o reconhecimento do “estado de calamidade pública”, busca atender a flexibilização de regras de cumprimentos de responsabilidade fiscal quanto à prazos e contratações de bens. Importante, também, estipula um prazo para o período de “calamidade pública”. Lei não se aplica ao Estado de São Paulo Sendo assim, a ação justifica, a LC n. 173/2020, não tem aplicação sobre os direitos dos servidores púbicos dos entes federativos não tendo, também, aplicação, sobre os direitos dos servidores públicos do Estado de São Paulo. “Os direitos de servidores públicos no Estado de São Paulo, sempre foram tratados de forma constitucional, através deregular processo legislativo local e, atendendo o princípio da iniciativa do Chefe do Poder Executivo. Ressalta, mais uma vez,que a presente demanda não discute a constitucionalidade da LC n. 173/2020, mas única e tão somente, as iniciativas de setores daAdministração Pública que, de forma totalmente ilegal e em afronta a regras constitucionais estão negando direitos a servidores, sob o pretexto do amparo no artigo 8º, da LC n. 173/2020”, afirma a ação. SAP afronta a lei Essa afronta, de acordo com a ação, vem sendo cometida pela SAP, a qual vem negando as contagens de tempo. Para comprovar, foram citados vários exemplos de policiais penais que tiveram seus direitos negados e também a afirmação que no início do mês de Junho/2020, circulou dentro das Unidades Prisionais um e-mail do Departamento de Recursos Humanos da SAP que com base na LC 173 afirmava que não seria concedida a contagem de tempo dos servidores. Diante dessa orientação, as diretorias das unidades prisionais passaram a negar os pedidos de adicionais temporais e licença-prêmio. Direito garantido A ação justifica que os direitos que o inciso IX, do artigo 8º da LC 173/2020 busca suprimir (contagem de tempo para fins dequinquênios, sexta parte e blocos de licença prêmio), são garantidos aos servidores públicos paulistas por leis estaduaisespecíficas e pela própria Constituição do Estado de São Paulo. “Não há lei específica, no Estado de São Paulo, que faça cessar o alcance dos referidos direitos a seus servidores públicos”, afirma. No caso específico da SAP, a ação afirma que, o Estado de São Paulo, por sua vez, pretende afrontar os direitos de seus servidores públicos por meio de decisões administrativas sob a pretensa legalidade de aplicação do inciso IX, do artigo 8º, da LC 173/2020.
Prorrogada até 19 de setembro a suspensão do atendimento presencial no SINDCOP
O atendimento presencial do SINDCOP continuará suspenso até o dia 19 de setembro, em respeito às determinações de quarentena e isolamento social em combate ao novo coronavírus divulgadas pelo Governo de São Paulo. O retorno das atividades agora está programado para ocorrer no dia 21 de setembro, segunda-feira. Segundo o Governo de São Paulo, a maioria das regiões do Estado, com exceção de Ribeirão Preto e Franca, seguem agora na fase amarela, quando é permitido o funcionamento, com restrições, do comércio de rua, shoppings centers, escritórios, bares e restaurantes, academias, salões de beleza e barbearias. A tendência de queda nos índices da pandemia está se mantendo nos números de internações e óbitos. Pela quarta semana consecutiva foi registrado 13,5% de redução nos óbitos pela covid-19 em relação à semana epidemiológica anterior. Pela quinta semana seguida, houve também queda de 6,5% no número de internações se comparado à semana anterior, regredindo para os índices registrados em maio. Filiados do SINDCOP contam com atendimento remoto durante o período de isolamento social. O sindicato também disponibilizou atendimento jurídico por meio de videochamadas (clique aqui para saber mais). Veja abaixo os telefones de contato disponíveis aos filiados. 14 – 99783-8678 (Gilson Pimentel Barreto – presidente)14 – 99797-5290 ( Wesli Gimenez, advogado – Bauru)14 – 99634-5432 (Isael Tuta Vitorino Ferreira – advogado – Bauru)14 – 99692-4544 (whatsapp Jurídico) – e mail: sindcop.juridico@gmail.com14 – 99748-7006 (Administrativo – Bauru)14 – 99762-7130 (Comunicação – Bauru) – e-mail: imprensa@sindcop.org.br Representantes de pontos de apoio, sede e subsedes:Bauru – Almostante Albuquerque 14 – 99708 – 4486Bauru – Eduardo Piotto 14 – 99876-0434Bauru – Amauri Horne 14 – 99715-5670Bauru – Leandro Leandro 14 – 98118-8070Presidente Venceslau – José Claudio 14 – 99723-4252São José do Rio Preto – Daniel Simonas 17 – 98111-2646Campinas – Fátima Regina 19 – 99331-3546Cerqueira César – Sérgio Dias 14 – 99631-2364Pirajuí – Carlos Neves 16 – 99711-0985Marília – Rogerio Muller 14 – 99742-1414Ribeirão Preto – Eliseu Carlota 16 – 99753-6956Pirajuí – Fernando Gonçalves 14 – 99712-9265Presidente Prudente – Rodrigo Cavalcante18 – 99611-6077
SINDCOP lamenta a morte de Roque Ferreira
A diretoria do SINDCOP está de luto. Perdemos hoje à tarde, o nosso companheiro Roque Ferreira. Nas últimas décadas, Roque esteve presente em diversos momentos ao lado do SINDCOP. Muitas vezes diretores e filiados estiveram junto com o ex-vereador e sindicalista em protestos pelas ruas de Bauru. Roque Ferreira foi, sem dúvida, o vereador de Bauru que esteve mais próximo do SINDCOP. Sempre se interessou pelas causas do servidor penitenciário. Na Câmara, enquanto vereador, ele sempre recebeu diretores e filiados e atendeu todas as solicitações feitas pela diretoria. Na greve de 2014, Roque Ferreira não estava bem de saúde. Mesmo assim, passou dias debaixo de chuva em frente o CDP (Centro de Detenção Provisória) apoiando a greve dos servidores. Roque Ferreira faz parte de nossa história, era amigo da entidade. Combativo, Roque não se desviou do seu ideal e nunca se distanciou dos bauruenses. Quem quisesse ter um dedo de prosa sobre política, era só aparecer aos sábados de manhã no Calçadão da Batista. Lá esteva ele, incansável e pronto para defender seus ideais e suas convicções políticas. Sentiremos muito a falta desse guerreiro, sindicalista dos bons que lutou pela democracia deste país e se tornou nacionalmente conhecido por não traiu suas convicções. No mundo sindical, Roque tinha um lugar especial, um lugar de honra ocupado por poucos. Acreditava na transformação e na revolução, e que o poder dos trabalhadores poderia vencer os desmandos da elite capitalista. Não haverá outro Roque Ferreira! Ficará em Bauru uma lacuna difícil de ser preenchida. O SINDCOP lamenta a morte desse ilustre bauruense e sente muito por não poder dar o último adeus a esse nosso amigo. Fotos: Inês Ferreira
SINDCOP DÁ ADEUS A ROQUE FERREIRA
A diretoria do SINDCOP está de luto. Perdemos hoje à tarde, o nosso companheiro Roque Ferreira. Nas últimas décadas, Roque esteve presente em diversos momentos ao lado do SINDCOP. Muitas vezes diretores e filiados estiveram junto com o ex-vereador e sindicalista em protestos pelas ruas de Bauru. Roque Ferreira foi, sem dúvida, o vereador de Bauru que esteve mais próximo do SINDCOP. Sempre se interessou pelas causas do servidor penitenciário. Na Câmara, enquanto vereador, ele sempre recebeu diretores e filiados e atendeu todas as solicitações feitas pela diretoria. Na greve de 2014, Roque Ferreira não estava bem de saúde. Mesmo assim, passou dias debaixo de chuva em frente o CDP (Centro de Detenção Provisória) apoiando a greve dos servidores. Roque Ferreira faz parte de nossa história, era amigo da entidade. Combativo, Roque não se desviou do seu ideal e nunca se distanciou dos bauruenses. Quem quisesse ter um dedo de prosa sobre política, era só aparecer aos sábados de manhã no Calçadão da Batista. Lá esteva ele, incansável e pronto para defender seus ideais e suas convicções políticas. Sentiremos muito a falta desse guerreiro, sindicalista dos bons que lutou pela democracia deste país e se tornou nacionalmente conhecido por não traiu suas convicções. No mundo sindical, Roque tinha um lugar especial, um lugar de honra ocupado por poucos. Acreditava na transformação e na revolução, e que o poder dos trabalhadores poderia vencer os desmandos da elite capitalista. Não haverá outro Roque Ferreira! Ficará em Bauru uma lacuna difícil de ser preenchida. O SINDCOP lamenta a morte desse ilustre bauruense e sente muito por não poder dar o último adeus a esse nosso amigo. Fotos: Inês Ferreira
NAS MURALHAS DO SISTEMA – AEVPs completam 18 anos de criação
Sem muita receptividade, a primeira turma tomou posse em agosto de 2002 e encarou uma realidade desconhecida. Havia desafios e obstáculos a serem vencidos. Foi preciso conquistar a confiança de todos nas unidades prisionais. Confira os relatos de servidores da primeira turma e o AEVP que deixou a profissão e se tornou advogado dos servidores. Carlos Vítolo Reportagem especial de homenagem aos AEVPs Ouça o podcast da homenagem Em 2020 eles chegaram à maioridade e completam 18 anos nas torres e muralhas do sistema prisional do Estado de São Paulo. Sempre alertas em seus postos, os agentes de escolta e vigilância penitenciária (AEVPs), são os responsáveis pela segurança armada nas unidades prisionais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Criada em 13 de julho de 2001, pela publicação da Lei Complementar 898, a categoria dos AEVPs foi composta de sete níveis de vencimentos e a exigência de idoneidade e conduta ilibada na vida pública e na vida privada como requisitos para o ingresso na função. De acordo com a lei, a categoria foi criada para o desempenho de atividades de escolta e custódia de presos, em movimentações externas e guarda das unidades prisionais, visando evitar fuga ou arrebatamento de presos. Na época da criação dos AEVPs, o secretário da Administração Penitenciária era Nagashi Furukawa, que ocupou o cargo de 1999 a maio de 2006, quando pediu demissão do cargo, uma semana depois do fim de uma onda de rebeliões e ataques promovidos por uma organização criminosa. Geraldo Alckmin era o governador e foi quem assinou a publicação da lei no Diário Oficial de 14 de julho de 2001. A primeira turma de agentes de escolta tomou posse em agosto de 2002 e encarou uma realidade desconhecida, com desafios e obstáculos a serem vencidos. Até então, as muralhas dos presídios eram ocupadas pelos policiais militares. AEVP da primeira turma fala de sua experiência nas muralhas Um dos servidores da primeira turma de AEVPs é Silvio Marcondes Machado, filiado do SINDCOP, que trabalha nas muralhas da Penitenciária 2 de Pirajuí, na Coordenadoria da Região Noroeste. Machado conta que iniciou suas atividades na Penitenciária 2 de Bauru, com cerca de 40 companheiros. Ele relata que, na época, em todo o Estado, eram em torno de 4 mil agentes de escolta. “Fomos os desbravadores”, disse. Até então, o AEVP havia trabalhado com segurança privada, e agora, servidor público, passou a atuar na segurança das unidades prisionais. “Era uma coisa nova, agora tínhamos que impedir fugas, impedir que objetos fossem jogados para dentro. Nós tínhamos muitos receios. Não estávamos muito por dentro da lei, de saber as consequências de disparar uma arma e saber o que iria acontecer, as consequências do ato e qual a atitude tomar ali na hora. Foi bem chocante. Coisa que fomos aprendendo no dia a dia. Foi dito em sala de aula, mas na prática é bem diferente”, contou o AEVP. O servidor conta que após a posse, que ocorreu em 26/8/2002, fizeram escolinha de formação e, conforme a classificação, escolheram as vagas para onde queriam ir. “Hoje em dia já não se escolhe mais vagas, eles mandam você para onde tem vaga dentro do Estado”, disse. Segundo Machado, no início tiveram muito receio, pois não sabiam o que iria acontecer e como seria o exercício da função de AEVP. Ele relata que, quando chegou a Bauru para trabalhar, era ainda a Polícia Militar (PM) quem fazia a guarda das unidades prisionais. Recorda que não houve muita receptividade dos agentes de segurança penitenciária (ASP) e nem dos policiais militares. “Não tivemos muita receptividade, nem de muitos funcionários, de ASPs, e nem dos próprios PMs”, disse. Ele relata à reportagem que “houve episódio de o AEVP ser designado para ficar na torre, junto com PM, tirando hora, e o PM não deixar o AEVP subir”. Lembra ainda que muitos ASPS chamavam os AEVPs de “genérico”, “pois diziam que a gente era o genérico da PM”. “Teve muita rusguinha, mas com o tempo foi se fazendo amizade, foram conhecendo nosso serviço e viram que não estávamos ali pra brincadeira e que o pessoal estava realmente abraçando a carreira”, contou o AEVP da primeira turma. De acordo com Machado, aos poucos todos foram percebendo a importância do trabalho dos AEVPs. “Houve muitas situações que nós auxiliamos, ajudamos e intervemos pela segurança do pessoal lá de dentro. Então, foram vendo que nosso serviço era um serviço sério. Conseguimos impedir fugas e desempenhamos muito bem o nosso papel”, contou o AEVP, destacando que na época foi preciso vencer todo o preconceito. O servidor destaca o papel importante do SINDCOP para a categoria, considerando que, como novos servidores, não tinham adquirido alguns direitos e benefícios que outros funcionários tinham. “Quando chegamos para trabalhar não tínhamos estrutura. Na época não tínhamos colete balístico, folga SAP, várias coisas, que o SINDCOP conseguiu pra gente. Em contato com o pessoal do SINDCOP, eles começaram a intervir pela gente e nós tivemos algumas conquistas. Tivemos muitos desafios até se chegar no que é hoje”, explicou Machado. Em relação à formação, o AEVP conta que a primeira turma teve ótimos instrutores, “mas poderíamos ter tido mais”. Para o servidor, “o Estado deixa a desejar quanto a custear os cursos e treinamentos, às vezes, tem cursos na Capital e aqui para o interior não tem. É preciso investir mais no interior, em cursos”, cobrou Machado. Passados 18 anos de criação da categoria, com grandes desafios vencidos e outros a vencer, os agentes de escolta e vigilância penitenciária chegam à maioridade de forma consciente e madura para cumprirem a árdua missão nas torres, nas muralhas e nas ruas, fazendo uma escolta de forma exemplar, mesmo sem o reconhecimento merecido. “A gente não tinha estrutura nenhuma, nem o conhecimento de como agir em situações, era tudo teórico, fomos aprendendo com o tempo. Conforme as ocorrências a gente foi se aprimorando e procurando melhorar as intervenções. Hoje há uma estrutura, uma base de escolta em São Paulo, a formação está melhor preparada, uniforme, armamento, viaturas.
Live detalha ação civil pública para garantir contagem do tempo
Live do SINDCOP desta quinta-feira (10), às 16h, vai detalhar a ação civil pública movida pelo sindicato pedindo a garantia da contagem de tempo para quinquênios, sexta parte e licenças dos servidores da SAP. Participam Eduardo Piotto, diretor jurídico do SINDCOP, e José Marques, advogado responsável pelo Depto. Jurídico da entidade. A transmissão ocorre pelo Facebook (facebook.com/SINDCOPBAURUSP/) e Youtube (youtube.com/sindcop). Filiados do sindicato e servidores podem participar enviando perguntas e opiniões pelos comentários da transmissão ou pelo whatsapp (14) 99762-7130.