Fim da rebelião na penitenciária de Lucélia

SINDCOP acompanhou os desdobramentos da rebelião

Se encerrou no início da tarde de sexta-feira, 27, a rebelião dos presos da Penitenciária de Lucélia, região oeste de São Paulo. O tumulto já durava 24 horas, e acabou com a entrada da Tropa de Choque da Polícia Militar, por volta das 14h.

A rebelião teve início na tarde da quinta-feira, 26. Os presos tomaram como reféns três defensores públicos que estavam atuando na unidade. Eles foram libertados um a um durante a manhã de sexta.

Nenhum agente penitenciário sofreu qualquer dano. Todos os funcionários da unidade foram retirados da carceragem no início da rebelião.

Os representantes do SINDCOP Ana Paula Campesi e Rodrigo Cavalcanti Moreira estiveram na unidade de Lucélia na manhã desta sexta-feira, acompanhando as movimentações.

No local estavam o corpo de bombeiros e equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar, além de representantes da SAP, como o coordenador da unidades prisionais da região oeste, Roberto Medina, juízes e agentes penitenciários da região. O GIR (Grupo de Intervenção Rápida) também estava de prontidão no exterior da unidade.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou o nome dos defensores que ficaram como reféns:Thiago de Luna Cury, Leonardo Biagioni e Fernando Moris. Durante a revolta, os presos chegaram a atear fogo em algumas partes da cadeia.

A rebelião

De acordo com informações levantadas com agentes penitenciários, a rebelião se deu após a visita de cinco defensores públicos na Penitenciária de Lucélia. Eles fariam o atendimento aos presos da unidade. Os defensores haviam chegado durante o horário de banho de sol dos presos, e foram orientados pela direção do presídio a não entrar naquele momento.

Após insistência, os defensores entraram nos pavilhões três e quatro, durante o banho de sol e, após 20 minutos, os presos tomaram três deles como reféns, dando início a rebelião com a quebra das portas dos pavilhões.

De acordo com a assessoria de imprensa da Defensoria Pública de São Paulo, as negociações com os presos estavam a cargo da SAP. O defensor geral também está no local acompanhando o andamento das ações.

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