Propostas do SINDCOP serão trabalhadas pela Auditoria Cidadã da Dívida

Sindicato participou de Seminário Internacional em Brasíli

Sindicato participou de Seminário Internacional em Brasília, apresentando ações de âmbito nacional para a entidade

Evento contou com pesquisadores e membros de entidades de todo o país. Na foto, representantes do SINDCOP com Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora nacional do movimento pela auditoria da dívida (ao centro). Foto: Lucas Mendes/SINDCOP.

Por Lucas Mendes

Três propostas apresentadas pelo SINDCOP foram aprovadas pela plenária de entidades apoiadoras da Auditoria Cidadã da Dívida, durante o encerramento do Seminário Internacional sobre a dívida pública. 

A atividade ocorreu em Brasília, entre os dias 7 e 9 de novembro. O objetivo foi debater sobre o esquema financeiro fraudulento que envolve o sistema da dívida, que ocasiona prejuízos para a sociedade, como cortes de gastos e congelamento de investimentos por parte dos governos. Além disso, o seminário discutiu o esquema que vem sendo instalado no país, por meio das “Empresas estatais não dependentes”, uma ferramenta que desvia dinheiro dos cofres públicos para o mercado financeiro. 

O SINDCOP foi um dos apoiadores do evento, contribuindo com a organização e cobertura jornalística. Entidades do Brasil e do exterior também apoiaram o seminário, que teve a realização da Auditoria Cidadã da Dívida.

Em nome do sindicato participaram do evento o diretor Carlos Roberto Romacho e o representante Magno Alexandre. Ao final do seminário, Magno apresentou aos demais participantes as propostas para a continuidade das ações do movimento pela auditoria.

No campo jurídico, serão propostas ações judiciais obrigando o Estado a realizar as auditorias nas dívidas – tanto da União quanto nos estados. A iniciativa se aproveita da legitimidade processual que a Auditoria Cidadã da Dívida recebe devido ao grande número de entidades apoiadoras. 

Já no campo político a mobilização buscará articular a aprovação de moções de apoio nas assembleias legislativas dos estados e nas câmaras de vereadores dos municípios, pedindo pela auditoria da dívida pública e contra a criação das empresas estatais não dependentes. 

Outra proposta também reforçou a necessidade de popularizar as informações que envolvem o tema da dívida pública, a fim de facilitar o acesso das pessoas a esses conteúdos.

O evento

Com 66 entidades nacionais e duas internacionais, além da organização da Auditoria Cidadã da Dívida, o Seminário Internacional “Esquema Financeiro Fraudulento e Sistema da Dívida” se estendeu por três dias, com centenas de participantes.

Foram realizadas atividades no Senado Federal, em uma audiência pública presidida pelo Senador Paulo Paim (PT-RS) e na sede do Conselho Federal de Contabilidade. 

Os debates envolveram senadores, representantes de entidades e sindicatos e pesquisadores do Brasil e de outros países, como Equador, Argentina, Portugal, Grécia e Inglaterra, discutindo os efeitos do capital financeiro na vida da sociedade. 

Todas as falas caminharam para um ponto em comum: o predomínio do mercado financeiro sobre o trabalho e a produção, e suas consequências desastrosas para os Estados e a sociedade.

Enquanto os governos cortam gastos e investimentos para a população, o dinheiro para o pagamento dos juros da dívida pública segue crescendo. Além disso, as “Empresas estatais não dependentes” se desenvolvem como uma ferramenta que desvia dinheiro dos cofres públicos para o mercado financeiro.

Palestrantes de destaque no seminário, pesquisadores do Brasil e de outros países contribuíram com a explicação do tema. Entre outros convidados, passaram pelo evento Ladislau Dowbor (PUC-SP), Raquel Varela (Portugal), Michael Roberts (Reino Unido), Zoe Konstantopoulou (Ex-presidente do Parlamento da Grécia) e demais pesquisadores. 

Veja AQUI a cobertura completa do evento.

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