Secretário diz que reajuste ‘pode sair’

Inês Ferreira
“Pode ser que haja reajuste salarial. Ouvi dizer que poderá haver reajuste”. Essa afirmação, evasiva, foi feita pelo secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, ao ser questionado se o governo concederá reajuste salarial para os ASPs (Agentes de Segurança Penitenciária) nos próximos meses.
Há mais de três anos sem conceder qualquer benefício para a categoria, Gomes, representante do governo, não fez nenhum aceno positivo para a principal reivindicação da diretoria do SINDCOP, apresentada durante reunião realizada no último dia 16 de novembro, na SAP, em São Paulo.
“Há tempo o sindicato vem solicitando essa reunião com o secretário. Nossa pauta de reivindicação é de 2015 e continua valendo. Sobre nossa principal reivindicação ouvimos o mesmo de sempre – que o governo não tem previsão de caixa para conceder o reajuste”, afirmou o presidente do SINDCOP, Gilson Pimentel Barreto, ao sair da reunião.
O encontro entre o secretário, diretores e filiados do SINDCOP durou mais de duas horas, período em que diversos assuntos foram abordados. Receptivo, o secretário ouviu as reivindicações da pauta da Campanha Salarial que já havia sido encaminhada á SAP e também pedidos específicos feitos pelo presidente do sindicato.
O diálogo entre a entidade e a SAP começou com o pedido de informações sobre o bônus e se estendeu para outros temas como: DEJEP, Lei Orgânica, Desvio de Função, Insalubridade, Interstício para Aposentadoria, o funcionamento dos scanners nas unidades, demora na concessão do porte de armas, entre outros assuntos. Também foi abordado o déficit de funcionários nas unidades, com destaque para unidade feminina de Pirajuí e debatida a agressão sofrida pela servidora na unidade feminina de Tupi Paulista.
Durante a reunião, os sindicalistas lembraram o suicídio do servidor, que aconteceu esta semana em Itirapina, e discutiram o aumento do índice de suicídio entre os servidores penitenciários.
A reunião terminou sem nenhuma proposta que possa beneficiar a categoria, por parte do governo. No entanto, o encontro foi considerado positivo pelo presidente do SINDCOP.
“Pudemos esclarecer nosso posicionamento a respeito de diversos assuntos e demonstrar nossa insatisfação com o descaso do governo. Também foi mais uma oportunidade de lembrar o secretário as nossas reivindicações e colocar em evidência os itens da pauta da Campanha Salarial”, disse o presidente do SINDCOP.



