Funcionários públicos de São Paulo estão se organizando
Funcionários públicos de São Paulo estão se organizando para combater o enfraquecimento das carreiras. Governo ameaça congelar salários e reajustes

Acompanhando a sessão da assembleia legislativa após dia intenso de movimentação em São Paulo. Foto: Lucas Mendes/SINDCOP.
Por Lucas Mendes
Sem reajuste salarial há 4 anos, os agentes penitenciários estão abandonados pelo governo de São Paulo. Por esse motivo nesta terça, 28, o SINDCOP esteve na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para um fórum do funcionalismo público.
Estiveram representando a entidade Carlos Roberto Romacho, Amauri Horne, Carlos Eduardo Piotto, José Mauro Vicente, José Carlos Ernesto e Paulo Roberto Siqueira.

Não há outro caminho para conquistar nossos direitos. Só através da luta é que os servidores públicos terão seu valor reconhecido pelo governo. Por isso é importante ocupar os espaços junto com outros servidores públicos, construindo ações e pensando estratégias para combater os ataques aos trabalhadores.
Durante a mobilização na Alesp, os servidores aguardavam a decisão do colégio de líderes da assembleia, para participarem da reunião com os deputados e encaminharem as reivindicações. Uma delas era a defesa do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), contra sua precarização e terceirização.
Mesmo já tendo mandado ofício dias antes, foi negada a participação de representantes dos servidores na reunião com os deputados líderes de partidos. Neste momento o próprio corredor dos gabinetes da Alesp serviu de lugar para uma rápida reunião dos trabalhadores.
Representantes de diversas categorias fizeram falas contra os ataques do governador Geraldo Alckmin (PSDB), como o PL 920/2017, que congela investimentos e gastos no estado por 2 anos, impactando os reajustes salariais. A reforma da Previdência, que tramita na Câmara dos Deputados em Brasília, também foi lembrada.
O representante do SINDCOP, Carlos Piotto, fez questão de lembrar a ação dos agentes penitenciários em Brasília, no mês de maio. Quando a reforma da Previdência estava para ser votada numa comissão da Câmara, os agentes invadiram e ocuparam o local, impedindo a continuidade dos trabalhos.
A convocação definida pelos funcionários públicos de São Paulo é de adesão aos atos do próximos dia 5 e dezembro, que devem ocorrer em todo país. Convocados pelas Centrais Sindicais, as manifestações vão se pautar conta a reforma da Previdência e contra a retirada de direitos do governo Michel Temer (PMDB). Nos próximos dias divulgaremos a programação e os detalhes de concentração e participação.
Frente Parlamentar
Aproveitando a passagem pela Assembleia Legislativa, os representantes do SINDCOP se reuniram com a deputada estadual Clélia Gomes (PHS) e sua equipe.

Durante a conversa os agentes deram um panorama da categoria e comentaram da necessidade de retomar os trabalhos da Frente Parlamentar em defesa do Agente Penitenciário (FPAP). A frente é presidida pela deputada Clélia.
Durante as próximas semanas o sindicato vai tentar agendar reuniões para tocar os trabalhos do colegiado.



