Vamos ocupar Brasília em defesa da Previdência

SINDCOP prepara mais uma viagem à capital federal para protestar contra a votação da reforma da Previdência; país vive um cenário de crise, intervenções militares e impopularidade do presidente a 8 meses das eleições

Em defesa da Previdência Social, o SINDCOP estará engrossando as fileiras de trabalhadores protestando contra a reforma da previdência de Michel Temer. Os filiados têm até as 18h desta sexta-feira, 16 de fevereiro, para manifestar interesse na viagem para Brasília.

O sindicato está alerta acompanhando o desenrolar da reforma da Previdência. Devido aos últimos fatos ocorridos no cenário político, a viagem será mudada para dia 19 de fevereiro, segunda-feira, às 7h da manhã, saindo da sede do SINDCOP, em Bauru (rua Manoel Bento da Cruz, 13-45, centro).

Transporte, alimentação e hospedagem estarão garantidos e sem custo aos filiados. Para participar da mobilização basta entrar em contato com o SINDCOP pelo telefone (14) 3226-3255 ou (14) 99748-7006.

A alteração se deu por causa que a discussão da reforma foi pautada para a sessão de terça-feira, 20, na Câmara dos Deputados. Os congressistas podem votar o texto ao longo da semana, então o retorno está previsto para a noite de quarta-feira, 21 de fevereiro.

Ao final desta semana será decidido se o transporte até a capital federal vai ocorrer de ônibus ou de carro, a depender do número de interessados na viagem.

O recado já foi dado: os deputados paulistas que votarem a favor da reforma da Previdência não vão contar com os votos dos servidores na hora da eleição, no próximo mês de outubro.

Em levantamento deste mês feito pela Frente Parlamentar Mista em defesa da Previdência Social, o estado de São Paulo tem 17 votos de deputados favoráveis à reforma da Previdência. Ao todo, o governo precisa de 308 votos para a aprovação.

Intervenção militar

Na tarde desta sexta-feira, o presidente Michel Temer assinou um decreto de Intervenção na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. A medida se deu devido à escalada da violência no estado.

Essa ação impede que qualquer modificação seja feita na Constituição Federal, como por exemplo a mudança na Previdência Social.

No entanto, em pronunciamento no Palácio do Planalto em Brasília, nesta sexta, Temer afirmou que a tramitação da reforma segue normalmente e, caso haja os 308 votos para sua aprovação, a intervenção será cancelada, para fazer a votação da reforma e então será retomada posteriormente.

Este é mais um motivo para estarmos em Brasília. Especialistas e articulistas políticos afirmam que a medida de intervenção federal pode ser entendida como um passo rumo a ações ditatoriais.

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