Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
O programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, recebeu para entrevista nesta terça-feira (8), o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, que é o segundo suplente na candidatura de Marina Silva ao Senado Federal por São Paulo nas eleições 2026. O outro convidado foi o presidente do Sindcop, Gilson Pimentel Barreto, que é candidato ao cargo de deputado federal nas próximas eleições.
No mês passado, Neto e a deputada federal, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado Federal, Marina Silva (Rede-SP), estiveram na sede do Sindcop, Bauru. Na oportunidade, o Sindcop e a Ageppen-Brasil (Associação Nacional dos Policiais Penais do Brasil) entregaram um documento a Marina Silva cobrando o compromisso público da candidata com as pautas prioritárias da Polícia Penal e o fortalecimento do sistema de execução penal brasileiro.
Durante a entrevista à Rádio Sindcop, os sindicalistas e candidatos falaram sobre as eleições 2026 e temas de impacto direto na vida dos trabalhadores.
Eles destacaram aprovação do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta estabelece dois dias de folga por semana, sem redução salarial, além da redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. A PEC será encaminhada ao Plenário do Senado.
Outro tema foi o crescimento da taxa de sindicalização observado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024, destacando o período de ataques contra sindicatos, a reforma trabalhista de 2017, entre outros. Também falaram sobre a PEC da Segurança Pública e outros temas de impacto nacional.
Sobre sua candidatura, como segundo suplente de Marina Silva ao Senado, Antonio Neto falou sobre suas motivações, destacando que seu partido, o PDT precisava indicar pessoas que pudessem compor as chapas tanto de governador e vice-governador, como de senadores. “E o PDT ofertou o meu nome, e o nome de Marcelo Barbieri. Tanto que o Marcelo Barbieri é o segundo suplente da Simone Tebet e eu tive a honra de ser convidado pela Marina, pelo histórico de luta, ela também sindicalista que foi no seu início, me convidou para que eu pudesse compor a chapa com ela. Como deputada federal, acabou de votar pelo fim da escala 6 por 1, além de ter sido uma das grandes ministras do governo Lula no combate às queimadas, processo de sustentabilidade, todas essas questões que Marina tem um compromisso muito grande de vida […]. Ela que traz para o movimento sindical a necessidade de nós todos nos envolvermos nessa luta”, disse Neto.
Já o presidente do Sindcop, Gilson Barreto, destacou a importância de dialogar com candidatos que assumam compromisso com as pautas dos policiais penais, como a candidata ao senado Marina Silva e Antonio Neto. “Aquele protocolo [do documento] com a candidata ao Senado Marina Silva, já é um pedido de compromisso com as pautas específicas da Polícia Penal, uma vez que nós temos ali muitos projetos que interessam fortemente ao serviço público e para a Polícia Penal especificamente, contra a privatização, contra Parcerias Público-Privadas (PPPs), regulamentação da lei orgânica nacional da Polícia Penal, entre outras diversas. Temos que eleger representantes com compromisso com as nossas pautas e não em quem não tem compromisso com o trabalhador, com as pautas sociais”, disse o presidente do Sindcop.
Assista a entrevista
Documento entregue a Marina Silva cobra compromisso
Entre os compromissos cobrados pelo Sindcop e pela Ageppen-Brasil no documento entregue a Marina Silva, está a aprovação da Lei Geral Nacional da Polícia Penal, que tramita no Senado e na Câmara dos Deputados. A norma estabelecerá o regime jurídico, estrutura e diretrizes nacionais da carreira.
Outro item da pauta cobrou a criação do piso nacional da Polícia Penal, o que irá garantir uma remuneração mínima, digna e isonômica aos profissionais da União, dos estados e do Distrito Federal.
Ainda, na esfera da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, mais conhecida como a PEC da Segurança Pública, que reconfigura a estrutura de segurança pública no Brasil, as duas instituições cobraram a aprovação do texto apresentado pela Ageppen-Brasil, que fortalece as atribuições, a autonomia e o papel institucional da Polícia Penal, incluindo a definição do sistema de execução penal no texto constitucional.
O documento destacou também a necessidade do impedimento de qualquer forma de privatização ou terceirização das atividades-fim da Polícia Penal, assegurando que a segurança e a custódia no sistema prisional permaneçam sob a exclusiva responsabilidade do Estado. Por fim, a pauta protocolada sugeriu a criação do Conselho Superior Nacional da Polícia Penal para a integração e formulação de políticas nacionais para a categoria.



