As tatuagens e os procedimentos estéticos podem exigir espera de somente sete dias
Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
As novas regras para a doação de sangue já estão em vigor. A norma atualiza os critérios de aptidão para os doadores e reforça a segurança das transfusões para a proteção tanto de quem doa quanto de quem recebe.

Entre as mudanças podemos destacar a possibilidade de se continuar doando sangue após os 70 anos. A norma termina com a idade máxima para doadores regulares, desde que a pessoa seja considerada saudável e apta na avaliação clínica. Essa mudança está ligada ao aumento da expectativa de vida e do envelhecimento saudável da população brasileira.
Também foram alterados os prazos para quem fez tatuagem ou procedimentos estéticos. Nesses casos, a doação pode ser feita após 7 dias, mas é necessário que a segurança do procedimento seja possível ser avaliada. Caso não seja possível, o prazo é de 4 meses.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, disse que “a população brasileira pode procurar os serviços de hemoterapia, com a certeza de que será acolhida com todo o cuidado e a segurança necessários e de que cada doação será utilizada de forma responsável e cientificamente adequada para ajudar a salvar vidas em todo o país”.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a implantar de forma obrigatória o teste de malária em 100% dos exames de triagem. Também vale destacar a adoção do padrão internacional ISBT 128 para identificação de bolsas e amostras. Segundo o governo, essa padronização reforça a rastreabilidade em todas as etapas, desde a coleta até a transfusão ou o encaminhamento do plasma para a produção de medicamentos, reduzindo o risco de erros de identificação. Também, quando adotadas as medidas de controle de qualidade exigidas, o prazo de validade do concentrado de plaquetas poderá passar de cinco para até sete dias.
Conforme dados do governo, no ano passado, o SUS registrou 3.264.138 coletas de sangue, com uma taxa de 15,29 doações por mil habitantes, a maior desde o período da pandemia.
Vale lembrar que os doadores passam por uma entrevista individual para a avaliação do estado de saúde, histórico de doenças, entre outros. O peso mínimo de 50 kg foi mantido e homens podem fazer até quatro doações por ano e mulheres até três.



