REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Presidente do SINDCOP repudia declaração de Arthur Maia

Inês Ferreira

A ação dos servidores penitenciários, que invadiram a sala da comissão especial da Reforma da Previdência, teve repercussão nacional e serviu para retardar os trabalhos do projeto que é considerado a menina dos olhos do presidente Michel Temer. 

Apesar da afirmação do relator do projeto ( PEC 287/16) na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA) de que não há mais nenhuma chance de fazer alterações no relatório apresentado à comissão especial, os servidores penitenciário ainda continuam lutando.

Hoje, o presidente do SINDCOP, Gilson Pimentel Barreto esteve reunido com o deputado federal, major Olímpio, em São Paulo, para definir novas estratégias de luta. 

Na próxima terça-feira, ele participa de uma reunião em Brasília, como o colégio de líderes e os diretores da 

Febrasp e Febraspen, federações que representam os servidores penitenciários.

Os servidores querem ser incluídos no texto final da reforma como categoria especial, com direito a aposentadoria após 25 anos de trabalho.

Segundo Barreto atrasar os trabalhos da comissão foi um marco na luta dos servidores, já que nenhuma categoria no país teve a inciativa de cobrar um posicionamento direto dos deputados, como os servidores penitenciários.

“A luta continua. Não vamos desistir dos nossos objetivos”, disse o presidente.

Barreto também repudiou a afirmação de Maia de que os responsáveis pela invasão na sala do plenário deveriam ser penalizados e que “o que aconteceu foi um ato criminoso que tem que ser punido no rigor da lei.”

Conforme o sindicalista os servidores não cometeram nenhum crime, apenas reagiram ao descaso dos deputados que deveriam estar ali reunidos para representar os interesses dos servidores e não traí-los. 

Reforma

A comissão especial da Reforma da Previdência deverá se reunir no próximo dia 9 de maio, terça-feira. Depois da conclusão do voto dos destaques, se ocorrerem alterações, os membros do colegiado finalizarão o texto que seguirá para o plenário, onde o texto pode voltar a ser alterado por meio da apresentação de emendas e destaques.

O texto aprovado pela comissão deve ser publicado no Diário Oficial da Câmara logo após o encerramento dos trabalhos na terça. A partir daí, é contado o prazo de, pelo menos, duas sessões para que o projeto seja encaminhado ao plenário.

A expectativa é de que a votação em plenário ocorra entre os dias 15 e 19 de maio. As centrais sindicais estão convocando todos os trabalhadores para uma ocupação geral em Brasília.

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