20 de maio: dia da criação do GIR

Grupo de elite dentro dos quadros da SAP, o GIR foi criado há 14 anos

Lucas Mendes

No dia 20 de maio de 2004 era publicada a Resolução SAP-69, que dava origem ao GIR (Grupo de Intervenção Rápida) dentro do quadro funcional da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Espécie de “grupo de elite” da secretaria, o GIR é composto por ASPs ou AEVPs e são treinados e equipados para enfrentamento de situações de risco e execução procedimentos táticos.

Os servidores do GIR são especialmente importantes em momentos de tensão nas unidades prisionais, como nos motins e rebeliões. Atuam em revistas especiais nas celas e outras dependências das cadeias para localizar armas de fogo, aparelhos celulares, drogas.

Também combatem movimentos de indisciplina, revoltas e tentativas de fugas, com uso de armamento não letal, munição de borracha, equipamentos de proteção balística, bombas de efeito moral entre outros aparatos de contenção.

Em outras palavras, a função do GIR é dar apoio aos demais ASPs nas ações que exigem maior cautela e segurança.
Para fazer parte do GIR, além da aptidão e vocação é preciso se submeter a rigorosos testes e treinamentos aplicados pela Escola de Administração Penitenciária (EAP), em parceria com a Polícia Militar.

A história

Partiu do advogado Márcio Coutinho, então diretor do CDP de Sorocaba, a iniciativa de criação de um grupo especial de agentes penitenciários.

“A ideia veio da necessidade de acompanhar as mudanças no perfil dos presos. Com a diminuição da faixa etária dos custodiados e a organização de facções criminosas dentro das unidades prisionais, verificou-se que os detentos ficaram mais audaciosos e problemáticos”, explicou Coutinho em entrevista.

Segundo ele, a solução encontrada foi criar um grupo de agentes de segurança penitenciária que fossem especialmente treinados e equipados para dar a “pronta resposta” em situações de risco ou início de rebeliões.

“Começamos a operar em 2002, inicialmente apenas no CDP de Sorocaba, para, paulatinamente participar de operações preventivas nas demais unidades da Secretaria”, completa.

Em junho de 2009 foi editada a Resolução SAP-155, que reeditou e atualizou o dispositivo que criou o GIR, além de criar a CIR – Célula de Intervenção Rápida. As unidades CIR são grupos menores (até seis componentes por turno) e seus integrantes atendem aos mesmos requisitos estabelecidos para os do GIR.

Notícias relacionadas

Agentes públicos ameaçados em razão do trabalho poderão pedir proteção especial

Policiais penais denunciam demissões abusivas em audiência na Alesp

Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Penal realiza audiência na Alesp contra demissões abusivas

plugins premium WordPress