Prefeito de Bauru garante não ter interesse em área do IPA

Em reunião com servidores e representantes do SINDCOP, Gazzetta afirmou que o local da unidade não faz parte dos interesses do município

Por Lucas Mendes

A área do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3 de Bauru, antigo IPA (Instituto Penal Agrícola), não vai passar para o município de Bauru. O prefeito da cidade, Clodoaldo Gazzetta (PSD) negou qualquer interesse da prefeitura naquela área e se comprometeu em especificar quais terrenos poderão ser destinados ao município, quando fizer a negociação de destinação de áreas com o estado.

As declarações foram feitas na tarde desta segunda-feira, 15, em reunião no Palácio das Cerejeiras. O encontro foi intermediado pelo SINDCOP e contou com a presença de representantes do sindicato e de cinco servidores membros da comissão de funcionários do CPP3.

Os servidores estavam preocupados com o suposto uso da área do CPP3, após veiculação de notícias sobre o pedido feito por Gazzetta ao governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB). A solicitação se referia a uma área de aproximadamente 6 milhões de m², que compreendia o terreno da unidade prisional.

A intenção do município fazer uso da área foi publicada numa edição do Jornal da Cidade de Dezembro.

“Não existe nenhuma solicitação da prefeitura para fechamento do IPA. O vetor de desenvolvimento da cidade para moradia não é na região norte, é na região leste”, disse o prefeito.

“No norte temos a ideia inicial de expandir o distrito (industrial) 5. Nós só solicitamos para o estado a doação da área, porque faz parte da mesma matrícula. Mas não que a parte do IPA ficaria dentro da área doada pelo estado. É que nós tínhamos que pedir a área total, por estar na mesma matrícula. Não temos nenhum interesse de assumir o IPA e muito menos aquele pedaço”, salientou.

A região do CPP3 de Bauru faz parte da APA (Área de Proteção Ambiental) da Água Parada, e segundo o prefeito possui um remanescente florestal importante. A presença de recursos hídricos na área, como nascentes, também impede que haja desmatamento ou outras ações que possam ser prejudiciais ao meio ambiente.

Conforme Gazzetta disse na reunião, a prefeitura está aguardando resposta do governo do estado para definir quais terrenos da área pleiteada ficarão para o município e quais se manteriam com o estado, num desmembramento daquela área inicialmente solicitada.

“Eu só entreguei para o governador um ofício dizendo que nós tínhamos interesse na doação da área. Estamos esperando agora que eles chamem a prefeitura para que a gente possa desenhar o que nós queremos e definir o que fica para a prefeitura e o que fica para o estado”.

Gazzetta se comprometeu em incluir a intenção da permanência do IPA no documento a ser enviado para o governador.

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