Funcionários do IPA se reúnem no SINDCOP para discutir futuro da unidade

Encontro serviu para organizar ações e tirar dúvidas sobre as especulações que envolvem o IPA

Cerca de 60 servidores penitenciários do CPP3 de Bauru (Centro de Progressão Penitenciária), antigo IPA (Instituto Penal Agrícola), participaram de uma reunião na noite desta segunda-feira, 08, na sede do SINDCOP em Bauru.

O encontro foi proposto pelos servidores e recebeu apoio do sindicato, e teve o objetivo de discutir o que pode acontecer com a unidade, após rumores sobre a doação ao município de Bauru da área onde se encontra a unidade.

O CPP3 possui cerca de 200 servidores que podem ser impactados com as possíveis mudanças na unidade.

Na reunião de ontem foi apontada a necessidade de organização dos funcionários, a fim de impedir uma decisão desfavorável aos servidores. Várias falas lembraram que 2018 é um ano eleitoral, e a definição do futuro do CPP3 pode influenciar a eleição.

Outro ponto bastante comentado foi o fato de que, independentemente da posição tomada pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), quem vai dar a palavra final neste caso será o governador, e portanto é necessário articular-se nesse sentido, buscando apoio de deputados estaduais.

Alguns funcionários lembraram do impacto ambiental que pode atingir a área, dependo do uso que se fizer dela, pois o terreno do IPA possui inúmeras nascentes.

No final de dezembro o prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta (PSD), pediu ao governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), a doação de uma área de 6,6 milhões de metros quadrados para destinação industrial. A região está localizada entre o fundo do Distrito Industrial 3 e o complexo penitenciário.

Nos últimos 2 anos essa é a segunda tentativa de forças econômicas e políticas da cidade em valorizar a área rural do entorno do CPP3. O local tem alto interesse imobiliário, e é alvo de processos de especulação para que seja destinado a outros fins.

Ao final da reunião, foi formada uma comissão de funcionários do CPP3 de Bauru, que vai se encarregar de tomar as ações decididas coletivamente e fazer a mediação entre os funcionários e as autoridades.

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