Série “Carcereiros” já está disponível na internet

Produção conta a história e as dificuldades na vida do ag

Produção conta a história e as dificuldades na vida do agente penitenciário

Nova série  vai acompanhar a vida do agente penitenciário Adriano (Rodrigo Lombardi), e os dramas vividos entre o trabalho e sua vida pessoal. Foto: Divulgação.

Lucas Mendes

Já é possível assistir a série ‘Carcereiros’ pela internet, uma produção da Rede Globo sobre o cotidiano do sistema prisional brasileiro. Os 12 episódios da trama foram liberados nesta quinta, 08, de uma vez, e podem ser assistidos no Globo Play – plataforma digital de vídeos da Globo, que requer cadastro e assinatura.

Inspirado no livro de mesmo nome, do médico Drauzio Varella, lançado em 2012, a nova série foi construída utilizando depoimentos reais de ex-agentes penitenciários sobre o cotidiano das cadeias. O livro de Varella traz situações do extinto presídio do Carandiru, em São Paulo e serviu de base para a produção. 

O roteiro mescla ficção e relatos de agentes que estão entre os presos e a polícia. Vai acompanhar a vida do agente penitenciário Adriano (Rodrigo Lombardi), vivendo sob a pressão do seu trabalho e tendo que conviver com os problemas familiares junto da sua esposa, Janaína (Mariana Nunes), sua filha adolescente, Lívia (Giovanna Ríspoli) e seu pai, Tibério (Othon Bastos).

A história

O cenário caótico de uma “cadeia virando” são as cenas que abrem o primeiro episódio, numa situação em que se destaca a atuação do agente Adriano, protagonista da história. Medindo os riscos naquele momento, em meio a mortes de presos e rebeliões das facções, ele tem que se desdobrar pra salvar um colega agente que estava refém.

Os depoimentos reais presentes nos episódios dão mais legitimidade e crueza para a trama. Um dos agentes entrevistados confessa que “a cadeia, quando vira, é como se tivesse um terremoto. Na hora da tomada treme tudo”.

Outros relatos incluem as cenas dramáticas com as quais os agentes são submetidos a testemunhar. “Já veio preso cortando a cabeça de outro na minha frente”, relembra outro agente.

Um ponto comentado por vários agentes é quanto às diversas funções que o Agente de Segurança Penitenciária (ASP) tem que desempenhar. Essa profissão “é o enfermeiro, é o médico, o advogado, às vezes é o psicólogo, às vezes o ombro onde o preso vai contar sua vida, a lamúria, a tristeza”, disse um agente.

Traumas e medos do cotidiano no sistema são contados pelos ASP, principalmente nas horas de rebelião – em que o trabalho exige uma atuação que a sociedade não reconhece pois ele acontece dentro das prisões, e não existe uma convivência entre o agente e o restante da população. “Como a sociedade me vê? Será que me vê? Ou é só quando tem desgraça? Ou [nós somos vistos como] carrasco ou corrupto”, afirmou um agente em entrevista.

Também as dificuldades da vida pessoal são retratadas pela produção da série. A tensão da jornada de trabalho, em que se convive com o crime e a maldade, geram consequências no ambiente familiar. Um agente entrevistado confessa a necessidade do uso de álcool e medicamentos conhecidos por “tarja preta”, como Gardenal. Como testemunhou outro agente: “Não tem sossego em casa”.

Serviço

Com a direção de gênero de Guel Arraes, segundo informações da Globo ‘Carcereiros’ tem direção geral de José Eduardo Belmonte, texto de Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho com colaboração de Marcelo Starobinas, e é uma série em coprodução com a Gullane Filmes. 

A previsão de estreia na televisão é para 2018. Para assistir no Globo Play é necessário ser assinante do serviço.

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