Fórum de Carreiras Típicas de Estado apresenta relatório sobre reforma administrativa à CDH

Carlos Vítolo

Imprensa Sindcop

Contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) apresentou na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) da Câmara dos Deputados, um relatório sobre a reforma administrativa.

A PEC 32/2020, encaminhada à Câmara pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), gera uma série de prejuízos aos servidores, motivo pelo qual diversas instituições sindicais realizam manifestos em Brasília, entre elas o SINDCOP, que defende os policiais penais e trabalhadores do sistema prisional do Estado de São Paulo.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado elaborou o livro “Rumo ao Estado Necessário: críticas à proposta de governo para a reforma administrativa e alternativas para um Brasil republicano, democrático e desenvolvido”.

Conforme o texto, a PEC 32/2020 “suscita alta insegurança jurídica, em termos intertemporais, e os seus efeitos não se limitam ao futuro. À diferença do que muitos imaginam, não está endereçada somente aos servidores de amanhã”, destaca o livro.

De acordo com o documento, a redação da PEC 32 não se empenhou de inibir que a reforma se prestasse aos arautos do descarte em massa dos agentes públicos. “Não se trata aqui de negar a relevância do debate sobre a regulamentação de dispositivos da Carta. O que não se afigura coerente é a PEC deixar de zelar, explicitamente, pelo bom servidor público, abrindo mão de fixar, no texto da Constituição, por exemplo, parâmetros impessoais para a avaliação de desempenho, quando se conhece o caldo de perversa demonização”.

A publicação destaca a criação de uma atmosfera de temor e ameaça. “Não se pode candidamente afirmar que a PEC 32/2020 estaria dirigida apenas aos futuros servidores públicos. Atinge em cheio os atuais servidores ativos […]”.

O texto da reforma administrativa passou por sete versões antes de ser aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados no último mês de setembro.

A PEC pode ser encaminhada à votação no Plenário da Câmara dos Deputados a qualquer momento pelo presidente, Arthur Lira (PP-AL). O SINDCOP, ao lado de instituições de representatividade de classe do Brasil inteiro continuam com as mobilizações em Brasília para impedir que a PEC seja aprovada.

Notícias relacionadas

Agentes públicos ameaçados em razão do trabalho poderão pedir proteção especial

Policiais penais denunciam demissões abusivas em audiência na Alesp

Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Penal realiza audiência na Alesp contra demissões abusivas

plugins premium WordPress