SINDCOP está em Brasília e participa de manifestação nacional em frente ao Congresso

Contra a PEC 32, diretores do SINDCOP se juntaram a federações, confederações, centrais sindicais e sindicatos para o manifesto.

Carlos Vítolo

Imprensa Sindcop

Em uma incansável luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, mais uma vez os diretores do SINDCOP estão em Brasília em defesa dos policiais penais e trabalhadores do sistema prisional do Estado de São Paulo.

Eles se juntaram a federações, confederações, centrais sindicais e a outros sindicatos de servidores públicos para as manifestações que já viraram rotina contra a PEC da reforma administrativa. A PEC 32 foi encaminhada à Câmara pelo presidente Jair Bolsonaro e gera uma série de prejuízos aos servidores.

De acordo com o Secretário do SINDCOP, Carlos Neves, e o Diretor de Assuntos Jurídicos, Carlos Eduardo Piotto, eles estiveram na manhã desta terça-feira (7) no aeroporto de Brasília para recepcionar os deputados e protestar contra aqueles que apoiam a PEC 32.

Os diretores disseram que nesta quarta-feira (8), será realizada uma manifestação nacional em frente ao Congresso às 16h. O SINDCOP faz parte da organização do evento e representa os policiais penais e demais servidores do sistema prisional de São Paulo. Os manifestos também acontecem nos estados.

No final do mês passado, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que não acredita que a reforma seja aprovada neste ano. “Temos basicamente quatro a cinco semanas de votação”, disse, lembrando que o Congresso entra em recesso no final do ano. “Não temos como trazer essa matéria com as discussões como se encontram”, finalizou Lira.

Pressão total

A pressão dos servidores em Brasília é fundamental para impedir que a proposta seja levada para votação no plenário. As manifestações já fizeram com que o relator da emenda, Arthur de Oliveira Maia (DEM-BA) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiassem a votação da reforma administrativa. Caso a emenda seja apresentada no plenário, são necessários 308 votos, em votação em dois turnos. A PEC 32/20 já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara e teve a admissibilidade aprovada.

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