LDO é aprovada com proibição de reajustes para servidores paulistas

Inês Ferreira

O reajuste salarial aos servidores públicos, a realização de concursos públicos e de benefícios decorrentes de tempo de serviço foram proibidos até 2021, no Estado de São Paulo. A informação consta no texto final da LDO, projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 (PL 307/2020) que teve sua redação final aprovada na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) na última quinta-feira.
A LDO foi aprovada por 49 votos favoráveis e 20 contrários e segue agora para a sanção do Governador João Doria.

O deputado estadual Carlos Giannazi foi o único a propor emenda tentando barrar a proibição de reajuste de salários e de benefícios decorrentes por tempo de serviço dos servidores. Mas a sua proposta foi rejeitada pelos deputados.

A proibição dos reajustes teve como base a Lei Complementar 173, de 2020, do governo federal. No entanto, os vetos dessa lei que tratam do assunto ainda não foram apreciados pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

A LDO faz parte da legislação orçamentária do Estado, que tem três fases. O Plano Plurianual (PPA) estabelece programas e metas a serem cumpridos durante o período de quatro anos. A LDO traça diretrizes que deverão ser observadas para a elaboração da fase seguinte, a Lei Orçamentária Anual. Tanto a LDO quanto a LOA têm por base o PPA e são anuais. Os projetos de lei são de autoria do governador e discutidos e votados na Alesp.

Influência da pandemia

Segundo informações da Alesp, a Lei de Diretrizes Orçamentárias traça metas e projeções fiscais para o ano de 2021. Um dos pontos observados no projeto é o risco dos efeitos da atual pandemia para os cofres públicos. A LDO levou em consideração as projeções das variáveis macroeconômicas prováveis, mas o texto do projeto enfatiza que futuramente poderão requerer diferentes graus de ajustamento por imposição da evolução da crise e suas consequências macroeconômicas. Outro fator variável ressaltado no projeto é a arrecadação do ICMS, principal item da receita estadual. Em 2018, o ICMS correspondeu a 84% das receitas tributárias totais.

Notícias relacionadas

Diretor do Sindcop fala sobre Congresso Fiesp de Segurança Pública

Sindcop convoca Assembleia Geral Ordinária para deliberação sobre prestação de contas de 2025

Antonio Neto e Gilson Barreto falam na Rádio Sindcop sobre eleições 2026 e pautas em defesa dos trabalhadores

plugins premium WordPress