Diretor do Sindcop participa de audiência pública na Alesp sobre reajuste de taxas processuais

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

(com informações da Alesp)

O secretário-geral do Sindcop, Carlos Neves, participou na Assembleia Legislativa de uma audiência pública que tratou do Projeto de Lei 752/2021, que tramita em regime de urgência e que prevê o reajuste de taxas e emolumentos do Judiciário paulista.

A audiência conduzida pelo deputado estadual Gilmaci Santos (Republicanos) e participaram representantes do Tribunal de Justiça (TJSP), Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), OAB/SP e Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp).

De acordo com a Alesp, o Tribunal de Justiça defendeu o projeto e “alegou, entre outros motivos, a queda de receitas oriundas do Orçamento estadual e a constatação de os custos judiciais em São Paulo estarem abaixo da média nacional”. Por outro lado, e ao contrário, advogados sutentaram a elevação da carga tributária para a população, limitando o acesso à Justiça.

Para o juiz Ricardo Dal Pizzol, assessor da Presidência do TJ, o orçamento do órgão “não está crescendo sequer de acordo com a inflação”. Segundo dados apresentados por Pizzol, o Orçamento Anual do TJ paulista é de R$ 1,5 bilhão.

Conforme a presidente da Apamagis, a juíza Vanessa Ribeiro, “o PL 752/2021 vai contrabalancear o custeio do serviço público forense, suportado pelo Tesouro (87%) em detrimento das partes (13%)”.

“Se aumenta a faixa que é de responsabilidade de quem litiga, consequentemente e proporcionalmente, diminui a que é suportada pelos impostos pagos. É errado dizer que [o PL] está onerando a população. Está onerando o litigante”, disse a magistrada.

Já para a presidente da OAB em São Paulo, Patricia Vanzolini, o custo de movimentação processual que coloca as custas judiciais paulistas entre as mais caras do país. “Quando se fala que as nossas custas iniciais são baratas é porque em outros estados elas já incluem uma série de taxas e serviços. Aqui [em São Paulo] tudo é pago por fora”, disse. Ela apontou ainda que São Paulo é um dos estados que mais arrecadam no Brasil com o recolhimento de custas processuais.

O secretário-geral do Sindcop destaca que “a taxação também afeta ações judiciais de família, saúde e trabalhistas, deficiência humana e outras com custos totais de 50% a 100 %. Vamos acompanhar o PL e ajudar para que não seja aprovado, mas que o TJ e a OAB cobrem o Estado para repassar mais orcamento ao TJ”, explicou. Neves também ressaltou que a presidente da OAB rebateu a reclamação do TJ, de que o valor não é reajustado, e que não é verdade, e que as taxas aumentam demais. “Uma das taxações mais altas do Brasil”, disse Neves.

Com rito de urgência aprovado e pareceres favoráveis das Comissões de Constituição e de Finanças, o PL 752/2021 encontra-se em pronto a Ordem do Dia.

Notícias relacionadas

Diretores do Sindcop participam de evento internacional sobre segurança pública

MP instaura inquérito civil para apurar responsabilidades em incêndio em presídio de Marília

Sindcop deseja um feliz Dia dos Pais aos policiais penais

plugins premium WordPress