Advogado fala na Rádio Sindcop sobre aplicação de golpe do precatório  

A aplicação do golpe usa nomes de advogados do Sindcop

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

A aplicação de golpe com a promessa de receber valores que foram para precatório tem ocorrido com a utilização dos nomes de advogados do Sindcop.

Nesta segunda-feira (30), o programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, recebeu para entrevista o advogado do Sindcop, Wesly Imasato Gimenez, que falou sobre o assunto. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Carlos Vítolo.

“De uns anos para cá, passou a ser frequente golpes envolvendo servidores públicos, tanto da ativa como aposentados, golpes utilizando o nome do próprio poder Judiciário. Também existe as tentativas de golpe que se passam por servidores do poder Judiciário, do setor do de precatório. Eles utilizam de precatórios e falam que a pessoa tem um determinado precatório para receber, que o valor já está depositado numa conta judicial e que basta a pessoa pagar uma taxa para poder ter o valor liberado”, explicou o advogado.  

Gimenez disse que, quando o precatório é cadastrado, constra o nome do advogado, o número da OAB, endereço do advogado, e fica muito fácil de conseguir os dados do advogado. “O meu nome como advogado aparece centenas de processos e aí, o criminoso, verificando que eu sou um advogado por exemplo muito atuante nessa área e eu tenho processos no Estado de São Paulo todo, é muito fácil utilizar o meu nome […] o criminoso, assim, utilizando dessas informações que ele consegue facilmente pela internet, ele faz contato com aquela pessoa que pode ter algum valor para receber e dar o golpe”, disse.

O advogado destacou que é possível identificar os golpes. “A pessoa que tem algum valor para receber no judiciário, o processo já finalizado, em fase de requisição de pequeno valor ou precatório judicial, ela nunca vai ter que depositar nenhum dinheiro, nunca acontece isso. A primeira coisa então, quando a pessoa ganha o processo, ela só tem que receber valores, essa é a regra”, orientou Gimenez.

De acordo com o advogado, é comum fazer contato com filiado e informar que tem um pagamento em decorrência das ações, “só que toda vez que a gente faz um contato, primeiro, a gente faz um contato de um telefone que a pessoa já tenha falado com a gente, canais oficiais da entidade ou a gente pede para marcar um atendimento, seja presencial ou por vídeo conferência, então a pessoa pode falar diretamente com advogado que fez o processo. Outra coisa, a gente só pede os dados bancários para fazer a transferência do valor, não pede nenhum real, essa história que o advogado entra em contato e fala assim olha você tem que depositar quatro cinco mil reais de taxa judiciária para poder fazer o levantamento, sempre vai ser mentira, nunca acontece dessa forma”, explicou o advogado do Sindcop.

Vale lembrar que, as informações do Sindcop são divulgadas por seus meios oficiais, que podem ser verificadas no www.sindcop.org.br

Assista a entrevista na íntegra.

Notícias relacionadas

Diretores do Sindcop participam de evento internacional sobre segurança pública

MP instaura inquérito civil para apurar responsabilidades em incêndio em presídio de Marília

Sindcop deseja um feliz Dia dos Pais aos policiais penais

plugins premium WordPress