Diretora do Sindcop participa de Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora

Evento discutiu pautas urgentes como o combate ao feminicídio, o enfrentamento à violência e a inclusão de pautas de gênero nas negociações coletivas. O sindicato foi representado pela Diretora de Assuntos de Saúde, Mary Shamas.

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

(com informações da CSPB)

A Diretora de Assuntos de Saúde do Sindcop, Mary Shamas, participou em São Paulo do Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora. O evento aconteceu nesta quinta (26) e sexta-feira (27) e foi promovido pela Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), no Hotel Wyndham Garden. O encontro reuniu líderes sindicais e trabalhadoras de todo o país.

(Diretora de Assuntos de Saúde do Sindcop, Mary Shamas – primeira à esquerda da foto)

O presidente nacional da CSB, Antonio Neto, destacou as mudanças no mundo do trabalho e o papel das mulheres. “O tempo que vivemos exige profundidade. O trabalho se reorganiza, as formas de contratação se transformam, a tecnologia redesenha processos e as relações se tornam mais complexas. Nesse contexto, a experiência das mulheres dirigentes sindicais ganha centralidade”, disse.

Ele também pontuou que a presença das mulheres no movimento sindical não apenas amplia a representação, mas “qualifica a ação, aprofunda a leitura da realidade e fortalece a capacidade de transformação social. Fortalecer as mulheres dirigentes é fortalecer o sindicato, a representação e a própria democracia”, afirmou o presidente nacional da CSPB.

A diretora do Sindcop destacou que “o evento foi muito importante tendo em vista que trouxe mulheres líderes sindicais diversas à mesa de discussão sobre feminicídio, misoginia, movimento Red Pill, e o que isso causa nas mulheres, nas famílias e na sociedade em geral”, disse Mary.

Vale lembrar que o movimento Red Pill (pílula vermelha) é uma ideologia baseada em discursos machistas e misóginos, faz uma analogia ao filme Matrix (1999). Tomar a pílula vermelha seria o despertar para a realidade, que, segundo a visão do movimento, os homens estariam sendo manipulados e oprimidos pelas mulheres e pela sociedade moderna. O movimento dissemina ódio e inferiorização contra as mulheres.

A representante do Sindcop apontou também que o fim da violência doméstica começa com a independência financeira da mulher e que é preciso “lutar para se manter os direitos adquiridos diante do que vem ocorrendo no Brasil e no mundo e que possamos colocar mais mulheres em posições de decisões para avançar em políticas públicas”. Ela destacou que também foi discutido sobre o trabalho, salários e emponderamento feminino. “Nos foram apresentados dados concretos sobre assédios de diversas formas. Foi discutido a problemática legal em torno dos direitos trabalhistas da mulher e o que ainda pode ser feito e conclamando as representatividades sindicais a promover o conhecimento entre suas bases e as comunidades que as cercam”, explicou a diretora do Sindcop.

A ex-ministra das Mulheres Cida Gonçalves participou da abertura do evento e destacou a importância de encontros como esse para fortalecer a união entre as trabalhadoras. “Esses encontros são fundamentais porque nos lembram que não estamos sozinhas. Eles criam laços de solidariedade, de afeto e de luta. É assim que vamos construindo um outro Brasil, baseado na organização coletiva e na esperança”, disse.

A ex-ministra disse ainda que “não podemos aceitar que a violência contra as mulheres seja tratada como algo normal ou como opinião. Misoginia não é liberdade de expressão. Liberdade de expressão é arte, é poesia, é pensamento. Não pode ser usada para justificar o ódio ou a violência”, finalizou.

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