Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
O programa Revista nacional, da Rádio Sindcop, recebeu para entrevista nesta terça-feira (7), o presidente do Sinpolsan (Sindicato dos Policiais Civis de Santos e região), Renato Martins, e o presidente do Sindcop (Sindicato dos Policiais Penais do Sistema Penitenciário Paulista), Gilson Pimentel Barreto.
Entre os assuntos, eles falaram sobre os projetos encaminhados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aprovados pela Assembleia Legislativa e já sancionados, e que incluíram um reajuste salarial de 10% às carreiras das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica. Vale lembrar que o governador não incluiu os policiais penais na proposta e a categoria ficou sem aumento salarial.
O presidente do Sinpolsan falou ainda sobre as dificuldades em se debater projetos de lei na Assembleia Legislativa. “Temos que lembrar nossos colegas e a população em geral, que o estado de São Paulo vem sendo governado há quase três décadas por uma aliança de direita que tem, não só assento no Palácio dos Bandeirantes, mas governa com a maioria da Alesp. São 30 anos comandando no Palácio dos Bandeirantes e na Alesp. Nós temos dificuldade de debater projetos de lei. Veja que ele manda o projeto de lei três dias antes do prazo legal que ele teria direito para já justamente não respeitar o trâmite natural da Assembleia Legislativa, onde deveria haver um debate, um aperfeiçoamento, uma discussão sobre as questões que o projeto de lei traz. E isso tem sido uma regra, não só desse governo”, disse.
Ele apontou ainda que muitos partidos dão sustentação e fazem o jogo do governo, não atendendo as demandas das categorias. “O resultado é arrocho, todas as polícias com déficit, nós perdemos nessas duas décadas um número expressivo de policiais penais, a polícia civil tem um déficit de 15 mil policiais, nós perdemos uma polícia federal e isso com anuência dos deputados e dos partidos políticos que estão governando o estado de São Paulo há três décadas. Eles têm responsabilidade, não só o governador. O governador não faz nada sem a cumplicidade da Alesp”, explicou o presidente do Sinpolsan.
O sindicalista destacou também a sobrecarga de trabalho e a pressão enfrentada pelos policiais. “Não tem como oferecer dignidade para a família com o salário que ele que ele trabalha. Então ele tem que trabalhar na folga, ele tem que fazer bico. Ele não tem descanso…”, disse.
O presidente do Sindcop, apontou que o sucateamento no serviço público é geral, amplo e irrestrito, em todas as secretarias. Destacou ainda o déficit de mais de 10 mil policiais penais, além do adoecimento da categoria e diversos casos de suicídio. O presidente também fez críticas a deputados da Alesp que muitas vezes nem recebe os representantes sindicais para ouvir as demandas. “Estão sempre ocupados, mas é porque não têm compromisso com a categoria”, disse o presidente do Sindcop. Ao final da entrevista, Barreto falou sobre reposição da inflação e respondeu a algumas perguntas.
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