“Lutando para diminuir essas desigualdades, essas mazelas que foram feitas nesse governo […] a Administração Penitenciária de São Paulo vai acabar nesse mandato mais sucateada do que começou […] muitas situações, a gente vai ter que recorrer à Justiça”, disse o presidente do Sindcop.
Carlos Vítolo
Da Redação – Sindcop
A Rádio Sindcop recebeu para entrevista nesta sexta-feira (17) o presidente do Sindcop, Gilson Pimentel Barreto. Entre os temas tratados na entrevista, o presidente falou sobre a questão do reenquadramento dos aposentados e também dos processos de progressão e promoção dos policias penais.
A progressão e a promoção do policial penal serão realizadas mediante publicação de um decreto governamental que, segundo a Coordenadora de Recursos Humanos, Andrea Fernanda Crudo, a minuta já está em trâmite nos órgãos governamentais, no entanto, ainda não tem data definida para a publicação.
Durante a entrevista, o presidente do Sindcop também respondeu a diversas perguntas feitas pelos (as) policiais penais que acompanharam a transmissão ao vivo.
O presidente destacou que, em todas as reuniões realizadas com o secretário da Administração Penitenciária e com o diretor-geral da Polícia Penal, foram cobradas a promoção e a progressão, e que foi dito ao sindicato que seria a partir de janeiro deste ano. Também foi dito que, independentemente do mês que seja publicado, será retroativo a janeiro. A Coordenadora de Recursos Humanos, Andrea Fernanda Crudo, confirmou a informação de que o efeito pecuniário será a partir de 1° de janeiro de 2026. “Dessa forma, o Policial Penal não sofrerá prejuízos mesmo se houver uma eventual demora, pois quando sair a regulamentação com publicação do decreto e os processos forem realizados o servidor receberá retroativo contando a partir desta data”, disse a coordenadora.
Barreto comentou que a Polícia Penal não pode ser regulada com um código de conduta mais ou menos militar, punitivo, e que isso acaba com a moral da “tropa”. “Eu venho dizendo aqui que a Polícia Penal não tem natureza militar, tem natureza civil. Não tem que ter ordem unida, não tem que ter certas coisas, costumes que são aplicados ao regime militar. Embora nesse governo esteja querendo militarizar a Polícia Penal, falta a consciência nossa de não aceitar isso. Isso já conversei em reuniões com o diretor-geral da Polícia Penal, com o secretário da Administração Penitenciária, e eu não concordo”, destacou o presidente do Sindcop na entrevista.
“Eu digo para os colegas que, muitas situações, a gente vai ter que recorrer à Justiça”, disse o presidente. “E esse governo é um dos piores que tivemos na nossa história de Administração Penitenciária… estou aqui no sindicato lutando para diminuir essas desigualdades, essas mazelas que foram feitas nesse governo… a Administração Penitenciária de São Paulo, vai acabar nesse mandato mais sucateada do que começou”, disse o presidente.
O sindicalista falou também sobre ações que o governo pratica de perseguição em rede social de servidores e da falta de liberdade para se denunciar na Corregedoria. Confira a entrevista na íntegra no o YouTube do Sindcop.



