DIREITO DE GREVE

Senador Romero Jucá participa da analise com sindicalistas

O Direito de Greve dos servidores públicos está sendo analisado pelas centrais sindicais e o senador  Romero Jucá , nesta terça-feira (21). A informação é da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB)

Os sindicalistas começaram uma análise de artigo por artigo da lei para adequar às necessidades dos servidores.

A proposta apresentada por Jucá estabelece um efetivo de 50% de trabalhadores que terão de continuar trabalhando em caso de greve, entre outros pontos que entraram em divergência com o projeto já apresentado pelas centrais em diversas outras ocasiões. 

Na semana na passada os dirigentes entregaram uma nova proposta de lei que começou a ser analisada na reunião no último dia 26 de novembro, pelo senador. 

Segundo representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e secretário de qualificação de entidade sindicais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Gonzaga de Negreiros, o momento é positivo para as centrais, que estão se ajustando de uma forma consensual e promissora.

“Eu acho que as centrais já entraram em um consenso e faltam apenas alguns pontos para serem ajustados. O Senador foi receptivo com as centrais, e com as nossas ponderações, com nossas angustias. Por que o sindicalista não quer fazer greve. A greve é a última instância da negociação, mas para os servidores ela tem que ser a primeira, pois nós não temos a negociação”. 

Em um determinado momento da reunião, o diretor de assuntos do poder Legislativo da CSPB e representante da CTB, João Paulo Ribeiro, lembrou-se da penosa luta dos servidores técnico-administrativos de Instituições de Ensino Superior representados pela Fasubra.

“Atualmente nós precisamos fazer greve para começar a negociar. No ano passado a Fasubra fez 180 dias de greve para se começar uma negociação que deveria ter sido feita antes de tudo. Depois desses 180 dias que o governo se disponibilizou a negociar. A internalização da Convenção 151 foi o primeiro passo, agora o governo tem que fazer sua parte”.

O diretor de Comunicação da CSPB e representante da UGT, Aldo Liberato, classificou a reunião como um importante passo para assegurar o direito dos trabalhadores. 

“A reunião foi boa, mostrou que o senador leu nosso projeto, pontuou vários artigos e mostrou que está disposto a ajustar os pontos que foram problemáticos e ficaram sem acordo”. 

O senador Romero Jucá encerrou a reunião reafirmando o compromisso de não votar o relatório inicial do projeto na comissão mista até que esse projeto das Centrais esteja em pleno acordo com o projeto no Senado.

“Eu vou consolidar esse nosso texto e não vou votar de novo na comissão para atrasar esse resultado. Isso aqui vai ser piso para uma lei que não irá regredir”.   

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