Maria Lúcia Fattorelli fala sobre dívida pública na Rádio Sindcop

“A dívida pública em si, não deveria ser algo negativo, ela deveria funcionar como uma fonte de investimentos”, disse Fattorelli.

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

Nesta terça-feira (6) o programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, recebeu para entrevista a cordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, que falou sobre a dívida pública. Também participaram do programa a Diretora de Assuntos da Mulher, da Fessp-Esp (Federação dos Sindicatos Servidores Públicos no Estado de São Paulo), Kátia Rodrigues, e o presidente do Sindcop, Gilson Barreto. O Revista Nacional é apresentado diariamente pelo jornalista Carlos Vítolo.

O programa foi dividido em duas partes. No primeiro momento, Kátia e Gilson falaram sobre diversos temas ligados diretamente à carreira dos servidores públicos, entre eles, reajuste salarial, reforma administrativa, lutas e conquistas, o Marco Regulatório das Relações de Trabalho no Setor Público, seminário realizado pela Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) nos dias 17 e 18 do mês passado.

A diretora da Fessp-Esp também falou sobre o rápido encontro que teve com o governador Tarcício de Freitas, no último dia 25, na Assembleia Legislativa, oportunidade em que o governador sancionou o novo salário mínimo paulista.

“Eu fui convidada para estar no evento, fui representando a nossa federação, o nosso presidente não poderia estar presente porque estava em outro evento em Minas Gerais. Realmente fiquei surpreendida porque além de eu ter conseguido furar a bolha, de conseguir falar com o governador, ele me ouviu. Disse a ele que nós estaremos encaminhando vários ofícios junto ao gabinete para uma audiência e a gente poder discutir as questões das políticas dos servidores públicos”, disse a diretora.

PARTE 1 – Kátia e Gilson falam sobre diversos temas ligados diretamente à carreira dos servidores

A segunda parte da entrevista contou com a participação de Fattorelli, que falou sobre a dívida pública. De acordo com ela, a dívida pública significa um empréstimo, uma busca de recursos que o Estado não tem em âmbito federal, dos estados e dos municípios. “A dívida pública em si, ela não deveria ser algo negativo, ela deveria funcionar como uma fonte de investimentos, uma fonte para garantir recursos para viabilizar os investimentos necessários ao nosso desenvolvimento socioeconômico. Então, em princípio, em teoria, a dívida pública deveria ser algo bacana. Por exemplo, está faltando universidade, está precisando abrir novas universidades, mais institutos federais, precisando melhorar a estrutura do próprio sistema prisional para dar uma dignidade a quem está ali cumprindo uma pena, está precisando investimento em transporte e tecnologia, é legítimo que o estado recorra a dívida, a um endividamento, a um empréstimo para financiar o que é preciso para o nosso movimento socioeconômico”, disse.

Fattorelli destacou que há mais de 20 anos começou a investigar a dívida pública e explicou também a origem da dívida. Conforme a Fattorelli, “hoje o maior problema nosso está na chamada dívida interna, que é a dívida pública emitida em reais pelo próprio Tesouro Nacional. O próprio Tesouro Nacional emite títulos em reais e o banco central vende esses títulos no mercado. Essa dívida interna está em cerca de 8 trilhões de reais […] estamos pagando essa conta e essa conta não é nossa”, explicou.

PARTE 2 – Maria Lúcia Fattorelli fala sobre a dívida pública

  • Cartilha

A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) lançou na Câmara dos Deputados a Cartilha “Auditoria da Dívida Pública: Ferramenta fundamental para garantir transparência, correta aplicação dos recursos públicos e desenvolvimento socioeconômico do Brasil”. Clique aqui e baixe a Cartilha

Também, para facilitar o acesso da população à cartilha, a Auditoria Cidadã da Dívida disponibilizou o QR CODE.

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