Sindcop apoia repúdio dos policiais penais do Ceará contra secretário

O Sindcop (Sindicato dos Policiais Penais e Trabalhadores do Sistema Penitenciário Paulista), vem a público para apoiar a nota de repúdio publicada pelo Sindicato dos Policiais Penais e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindppen-Ce).

Na nota, o Sindppen-Ce repudia as ações do secretário de Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, pela negligência em relação à saúde mental e a retirada de direitos dos servidores.

“Nossa categoria se dedica a cumprir todas as orientações práticas de atuação e garantir uma sociedade segura e, de nenhuma maneira, merece esse tipo de tratamento dado pelo secretário Mauro. Enquanto erguemos a bandeira da conscientização sobre a saúde mental, não podemos fechar os olhos para as ações abusivas que vem trazendo descontrole na ordem e na disciplina do sistema penitenciário do estado do Ceará, promovidas pelo secretário”, descreve.

Segundo a nota, está ocorrendo:

– A retirada arbitrária da escala diferenciada durante a pandemia, medida revertida graças à atuação incansável do sindicato em defesa dos trabalhadores;

– Remoções injustificadas que causam prejuízos aos servidores;

– A imposição da exigência do CID nos atestados médicos dos servidores, ato também revertido mediante a firme atuação do

sindicato em proteção aos direitos dos trabalhadores;

– A ilegalidade flagrante descrita no Artigo 9º e seus incisos da portaria n.º 464/2023, que cria regramentos da qual a lei não prevê e pune o servidor. A portaria não tem esse poder;

– A Ordem de Serviço 18/2023, que retirou o direito à folga remunerada garantido pelo artigo 68 da Lei n.º 9.826/74, relacionada aos atestados médicos, contra a qual o Sindppen-Ce persiste na luta incansável para revogação;

Perseguição: Alguns instrumentos estão sendo empregados como mecanismo de retaliação e perseguição aos policiais penais, sufocando, pressionando e adoecendo os servidores. O modus operandi é sempre o mesmo. Observa-se comportamentos que desagradam a gestão atual ou conduta toscas e banais. Intima-se o policial penal em seus dias de folga, férias, licença, sem informar do que se trata, à sede da SAP ou da CGD e é realizado oitivas e um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, respectivamente. Uma prática de assédio institucional;

Práticas antissindicais: a diretoria sindical foi impedida de entrar nas unidades, como retaliação, no dia 27 de setembro e em uma segunda vez no mês de outubro de 2021. A ordem para impedir a entrada da direção do Sindppen-Ce foi do coordenador da Administração Penitenciária (CEAP), Alexandre Leite. Essas medidas tomadas pelo atual gestor da pasta, vem trazendo um agravamento na saúde física e mental do servidor policial penal e o crescente número de atestado e licença psicológicas.

A diretoria do sindicato denuncia tais atos e destaca que está ao lado da categoria e que os servidores merecem respeito e condições dignas de trabalho. “Seguimos denunciando casos constantes de desgaste psicológico, fruto de uma relação adoecida de trabalho”, aponta a nota.

Diante dos fatos, o Sindcop lamenta os atos praticados contra os policiais penais do Ceará e faz questão de vir a público para manifestar total apoio e solidariedade aos policiais penais, vítimas da opressão e autoritarismo.

Diretoria Executiva SINDCOP

Notícias relacionadas

Diretores do Sindcop participam de evento internacional sobre segurança pública

MP instaura inquérito civil para apurar responsabilidades em incêndio em presídio de Marília

Sindcop deseja um feliz Dia dos Pais aos policiais penais

plugins premium WordPress