Presidente do Sindcop conta os detalhes da reunião em entrevista à Rádio Sindcop
Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
Diretores do Sindcop estiveram reunidos com o Diretor-Geral da Polícia Penal, Rodrigo Santos Andrade, para discussão de uma pauta de reivindicações da categoria. A reunião aconteceu nesta segunda-feira (25), na sede da Polícia Penal e o Sindcop foi representado pelo presidente Gilson Barreto, pelos diretores Amauri Roberto Porfírio Horne e Pedro André Alves dos Santos, além do advogado do Sindcop, Wesly Gimenez.

Nesta terça-feira (26), o presidente do Sindcop participou do programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, e contou todos os detalhes da reunião com o DG da Polícia Penal. Assista abaixo a entrevista na íntegra.
Entre os itens da pauta, o presidente falou sobre diversas denúncias recebidas, como por exemplo, a apuração de possíveis perseguições pela direção de algumas unidades prisionais com servidoras que conseguem na Justiça a redução da jornada de trabalho para cuidar de filhos com autismo ou portadores de deficiência. Segundo as denúncias recebidas pelo Sindcop, estariam sendo negadas folga SAP e DEJEP, o que é total desrespeito à Constituição Estadual. Outra denúncia diz respeito a policiais penais que estariam tirando plantões nas muralhas e torres o dia todo, de forma ininterrupta e sem rendição.
Barreto também trouxe informações sobre o bônus, que, de acordo com o DG da Polícia Penal, o pagamento deverá ocorrer em outubro. O presidente falou ainda sobre a possibilidade de autorização de permutas entre os policiais penais.
Barreto destacou a importância das reuniões com o comando da Polícia Penal para a apresentação das reivindicações e cobranças. “Eu acredito que principalmente em virtude dessa transformação, muita coisa ainda precisa ser aprendido até pela administração, porque é uma mudança grande e, às vezes, as pessoas que estão na administração não estão sabendo o que acontece”, disse.
O presidente falou ainda sobre a judicialização de alguns temas em virtude de prejuízos sofridos pelos policiais penais. “Você ganha uma ação judicial, por exemplo, tem o apostilamento, mas não se agrega o valor […] nós só estamos vendo prejuízo do policial penal, você ganha uma ação judicial e esse valor que vai ser acrescido tem que entrar no salário da pessoa”, explicou.
Ele destacou que seria melhor se todas essas questões fossem resolvidas de forma administrativa. “Se a gente consegue resolver as coisas em conversa, administrativamente, lógico que é mais rápido, é mais prático e melhor para todo mundo”, disse.
O presidente destacou que tem sido muito sofrido para o policial penal “tocar a cadeia e tirar os plantões” também em função do déficit funcional, que aumenta ainda mais com aposentadorias e falecimentos.
“Hoje tudo é atribuição do policial penal, como não existia já o efetivo administrativo, como muitas unidades o efetivo administrativo é muito pequeno, policiais penais que fazem essa parte. Desde o princípio do grupo de trabalho, falou-se muito de contratar os aposentados, mas a Procuradoria, como sempre, vem colocar pedra. A procuradoria de São Paulo, coloca obstáculo em tudo, sendo que em outros estados se contrata policiais penais. Não se contrata em São Paulo porque não quer. Se os policiais militares podem ocupar cargo comissionado, policiais penais podem também. O que eu vejo é que não têm a vontade real, e sempre usam a Procuradoria para fazer um parecer negativo, só que a Procuradoria não legisla, ela não tem essa competência, e parecer não é lei”. disse Barreto.
Assista a entrevista com o presidente do Sindcop e confira todos os assuntos da pauta tratados com o DG da polícia penal.




