OUTUBRO ROSA – Médica do Hospital de Amor de Barretos vai falar na Rádio Sindcop sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

Criada na década de 1990, o movimento internacional da campanha Outubro Rosa tem o objetivo de conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. A campanha também é uma oportunidade para falar sobre a saúde da mulher de forma mais ampla.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a prevenção primária e a detecção precoce também são fundamentais para o controle desses tipos de câncer. O instituto aponta que, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, são estimados 73.610 casos novos casos de câncer de mama no Brasil.

Na próxima quarta-feira (8), o programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, apresentado pelo jornalista Carlos Vitolo, vai receber para entrevista a médica mastologista, do Hospital de Amor de Barretos, Dra. Natalie Gonçalves. O programa começa às 9h, com transmissão pelo YouTube e Facebook do Sindcop.

Segundo o INCA, os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

O desenvolvimento da doença entre as mulheres está relacionado a diversos fatores: envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, o câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. A doença se desenvolve em decorrência de alterações genéticas. Porém, isso não significa que os tumores da mama são sempre hereditários.

Um tumor pode ser benigno (não perigoso para a saúde) ou maligno (tem o potencial de ser perigoso). Os benignos não são considerados cancerígenos. Já os tumores malignos são cancerosos. Caso suas células não sejam controladas, podem crescer e invadir tecidos e órgãos vizinhos, eventualmente se espalhando para outras partes do corpo. O câncer de mama consiste em um tumor maligno que se desenvolve a partir de células da mama.

Segundo o Ministério da Saúde, para o tratamento de câncer de mama, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos. A Lei nº 12.732/2012, estabelece que o paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso.

Para que o prazo da lei seja garantido a todo usuário do SUS, é necessária uma parceria direta dos gestores locais, responsáveis pela organização dos fluxos de atenção. Estados e municípios possuem autonomia para organizar a rede de atenção oncológica e o tempo para realizar diagnóstico depende da organização e regulação desses serviços.

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