Insatisfeitos com promessas não cumpridas e falta de estrutura, diretores do Sindcop e filiados representaram a categoria dos policiais penais na manifestação em São Paulo

Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
Diretores do Sindcop e filiados representaram a categoria dos policiais penais no protesto contra a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A manifestação ocorreu na tarde desta terça-feira (18) no Largo São Francisco, região central de São Paulo.

O protesto contou com a adesão de entidades de classe, como o Sindcop, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP), Associação dos Praças da Polícia Militar de São Paulo (Aspraças), Federação Nacional de Entidades de Praças Militares Estaduais do Brasil, Comissão de Estudos Policiais Militares, Movimento dos Veteranos Injustiçados, Movimento Policiais Para Sempre e o Movimento Coração Cinza Bandeirantes.
Os manifestantes cobram do governo o não cumprimento de promessas feitas em campanha. A Polícia Civil cobrou pela nova Lei Orgânica. “A nossa Polícia Civil merece uma lei orgânica moderna. A atual é de 1979. Ela merece ser valorizada, com reajuste e um plano de carreira que contemple, de fato, esses profissionais vocacionados e responsáveis pela nossa segurança pública”, disse o presidente da ADPESP, André Santos Pereira. Já os policiais militares cobram reajuste linear para a categoria.

Em relação aos policiais penais, o presidente do Sindcop, Gilson Barreto, destacou a insatisfação com o governo e o descontentamento com as promessas não cumpridas com a categoria, principalmente no que diz respeito à reestruturação da carreira.

Conforme Barreto, o salário fixado com a reestruturação da carreira de policial penal não atendeu a expectativa dos servidores. Além disso, a infraestrutura é precária, faltam equipamentos, viaturas e os policiais não têm nem mesmo uniformes. “A Polícia Penal é muito bonita online, mas ainda faltam os investimentos necessários”, desabafou o presidente do Sindcop. Nos próximos dias Barreto participará do programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, para falar sobre o protesto.



