Presidente do Sindcop fala sobre os 36 anos de fundação do sindicato

“Essa organização no serviço público, normalmente ela vem com represálias, perseguição, mesmo que de modo velado, quem está ligado ao sindicato nunca é visto com bons olhos, podemos entender que somos subversivos por fazer o enfrentamento”, disse o presidente durante entrevista à Rádio Sindcop.

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

Em entrevista ao programa Revista Nacional, da Rádio Sindcop, na última segunda-feira (16), o presidente do Sindcop, Gilson Pimentel Barreto, falou sobre os 36 anos de fundação do sindicato.

O Sindcop nasceu em 15 de fevereiro de 1990, diante do grito de alerta dos trabalhadores do sistema prisional. Hoje, o Sindcop está entre os maiores sindicatos da América Latina.

O presidente explicou que, na época, o serviço público não podia ter sindicato, o que ocorreu somente a partir de 1988, com a nova Constituição, que trouxe o direito à sindicalização. “Essa organização no serviço público, normalmente ela vem com represálias, perseguição, mesmo que de modo velado, quem está ligado ao sindicato nunca é visto com bons olhos, podemos entender que somos subversivos por fazer o enfrentamento”, disse.

Barreto contou que, antigamente, antes da Constituição de 88, existia um instituto chamado Verdade Sabida.

“Se o seu superior falasse, declarasse que te viu numa situação irregular, ele podia te punir sem um procedimento administrativo, uma sindicância ou um PAD. A partir de 88, essa verdade sabida deixa de existir no ordenamento jurídico, mas, de forma velada, continua existindo. Eu entrei em 91 e tive praticamente uma suspensão baseada em verdade sabida”, disse.

Ele destacou que o Sindcop, nesses 36 anos tem defendido os filiados e a defesa dos seus direitos. “O sindicato nesses 36 anos, tem lutado por direitos, pela manutenção de direitos já adquiridos em outra época e contra essa força esmagadora do Estado, dos órgãos de Estado contra os nossos direitos, contra a nossa dignidade de pessoa, de cidadão. Antes de sermos servidores públicos, nós somos cidadãos, pagamos impostos, usamos os serviços públicos, então, temos o direito de cobrar e de falar”, declarou.

O presidente lembrou que a luta continua e que o sindicato conseguiu levar adiante o sonho dos primeiros diretores e fundadores. “O Sindcop cresceu daquele sonho de alguns colegas, lá na utopia, na ideologia, e nós conseguimos avançar. Acredito que nós conseguimos realizar o que aqueles colegas sonharam na sua fundação e continuamos trabalhando. Não é fácil, mas continuamos trabalhando”, disse Barreto.

Assista a entrevista na íntegra:

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