Pesquisa nacional pretende mapear desigualdades de gênero na segurança pública

Essa é a segunda edição da pesquisa que reúne profissionais de todo o País para subsidiar políticas mais inclusivas nas instituições.

Carlos Vítolo

Da Redação – SINDCOP

Com o objetivo analisar o panorama atual da participação feminina na segurança pública e das violências enfrentadas pelas profissionais, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), realiza a segunda edição da Pesquisa Gênero nas Instituições de Segurança Pública. O estudo é feito em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

A pesquisa pretende atualizar o diagnóstico nacional, avaliar os avanços obtidos e identificar lacunas que apontam a necessidade de políticas públicas específicas. Vale lembrar que o levantamento é destinado a mulheres e homens que trabalham na área de segurança pública. Clique aqui para participar.

Segundo a Senasp, em 2015, a primeira edição apontou um diagnóstico sobre a presença de mulheres nas forças de segurança pública que evidenciou desigualdades estruturais de gênero. Os dados indicaram baixa representatividade feminina nas corporações e maior concentração de mulheres em áreas administrativas e técnicas, além de diferentes formas de violência no ambiente institucional.

A diretora de Ensino e Pesquisa (DEP), Michele dos Ramos, disse que “o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres na segurança pública depende de dados qualificados e da escuta ativa dessas profissionais. A nova edição da pesquisa é fundamental para compreendermos os avanços dos últimos anos e, sobretudo, os desafios que ainda persistem dentro das instituições”.

Conforme a Senasp, o estudo vai auxiliar a formulação e o aprimoramento de políticas voltadas à equidade de gênero, à valorização profissional e à prevenção de práticas discriminatórias nas instituições de segurança pública.

Na primeira edição, o resultado da pesquisa identificou a predominância masculina entre os respondentes (80,8%), com mulheres representando 18,9%. As mulheres relataram maior dificuldade de progressão, menor percepção de tratamento igualitário e mais obstáculos para expressar opiniões no ambiente de trabalho. Também foi identificado a fragilidade institucional, como a ausência ou insuficiência de códigos de conduta específicos, mecanismos estruturados de denúncia e políticas voltadas à equidade de gênero.

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