Diretor e filiado do sindicato representaram a Polícia Penal no evento
Carlos Vítolo
Da Redação – SINDCOP
O Sindcop participou nesta segunda-feira (31) do Congresso Fiesp Segurança Pública, em São Paulo, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Estiveram presentes autoridades públicas, especialistas e lideranças empresariais para discutir soluções estratégicas contra o avanço do crime organizado, o sistema prisional, inteligência, tecnologia, integração das forças de segurança e os reflexos provocados no desenvolvimento do país.
Entre os presentes, estavam o magistrado italiano e conselheiro jurídico do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália, Giovanni Tartaglia Polcini, que falou sobre a experiência italiana no histórico combate às máfias e à criminalidade organizada, e o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, que destacou a experiência de seu país no enfrentamento às organizações criminosas.

O sindicato foi representado pelo Diretor Parlamentar do Sindcop, Alessandro Leite, e pelo filiado Josemar Pereira, que representaram a categoria dos policiais penais no evento. Para o diretor do Sindcop, a presença do sindicato reforça o compromisso da entidade em acompanhar os principais debates nacionais e internacionais sobre segurança pública, além de defender a participação e o reconhecimento da Polícia Penal como instituição estratégica.
Durante o congresso, foram apresentadas as conclusões de três pesquisas integradas encomendadas pela Fiesp. A principal conclusão foi de que a criminalidade e a sensação de insegurança ultrapassam as estatísticas de violência e impactam diretamente a economia brasileira.
De acordo com a Fiesp, para mapear o impacto do crime, o estudo ouviu três grupos complementares: cidadãos, representantes da indústria de transformação paulista e a população carcerária da Região Metropolitana de São Paulo.
Uma das pesquisas, “Percepção Nacional de Segurança Pública”, revelou como a insegurança drena recursos financeiros dos lares brasileiros e afeta a mobilidade e as decisões de trabalho. Segundo a pesquisa da Fiesp, 84% dos brasileiros relatam que a insegurança tira dinheiro do seu orçamento familiar, 1 em cada 4 pessoas já deixou de aceitar uma oportunidade de trabalho por medo da violência, e 60% afirmam que suas atividades profissionais encontram dificuldades pela presença de facções, milícias ou crime organizado.

Na abertura do evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou que “a segurança pública é um tema de suma importância para a nação, para a economia do Brasil, para os investimentos, para o turismo, para o consumo, para o emprego e para o trabalho. É algo que já não se trata de interesse ou problema regional de uma cidade ou estado, mas se espalhou por todo o Brasil e atinge a todos os brasileiros”, disse.
Segundo a instituição, 4 em cada 10 empresas foram vítimas de algum crime no último ano; 1 em cada 4 empresas deixou de investir ou expandir seus negócios por conta da violência e 98% das indústrias se veem impelidas a pagar por segurança privada, seguros e monitoramento.
A pesquisa abordou os impactos da criminalidade sobre a indústria, a população e o sistema prisional. Confira aqui os estudos sobre as perspectivas da segurança pública no Brasil.
Assista o Congresso Fiesp de Segurança Pública



