Câmara de Vereadores de Bauru votará Moção de Apelo contra o PL 529/2020

Inês Ferreira
Será votada na próxima segunda-feira, na Câmara de Vereadores de Bauru, uma Moção de Apelo que pede ao governador João Doria a retirada o Projeto do Lei 529/20. O projeto prevê a reforma Administrativa do Estado e inclui a privatização de 11 autarquias e órgãos públicos, entre eles o Iamspe.
A iniciativa partiu do suplente de vereador Guilherme Berriel (MDB), porém a moção será apresentada pelo vereador Sandro Bussola (PDS).
Sandro Bussola posicionou-se contra o projeto por entender que a aprovação da medida possibilita o desmonte de instituições importantes para o município, podendo ainda gerar desemprego.
A moção destaca que a PL 529/2020, resultará na retirada de mais de um bilhão de reais das universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) principal fundação de apoio à pesquisa do Brasil, paralisando atividades científicas em todo o Estado.
A Câmara já realizou uma audiência pública para debater o assunto. Porém, segundo Bussola, haverá outra audiência onde o projeto será debatido amplamente.

A luta continua
Nesta semana, a Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, composta por mais de 70 entidades representativas dos servidores públicos de São Paulo, federações, confederações, centrais e movimentos, entre elas o SINDCOP, deliberou diversas ações em defesa dos serviços públicos.
Ficou decidido que o próximo passo das mobilizações será um Grande Ato unificado na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) no dia 29 de setembro, a partir das 14 horas, e também a realização de atos regionais em diversas cidades.
No dia 30 de setembro serão feitos tuitaços e mobilizações. Nesse dia será celebrado do Dia Nacional de Lutas contra a Reforma Administrativa.
A frente também orientou que todos os envolvidos usem a plataforma Na Pressão para enviar mensagens aos Deputados Estaduais – https://napressao.com.br/campanha/pl-529-de-doria-o-virus-que-ataca-sp

Em Audiência Pública realizada nesta sexta-feira (11/09), na Câmara Municipal de Bauru, representantes de órgãos e entidades ligados ao funcionalismo público estadual manifestaram contrariedade ao Projeto de Lei 529/20, de autoria do governador João Doria.
O texto propõe, entre outras medidas, a extinção de 10 órgãos públicos, como a CDHU, a Sucen, o Daesp e o Instituto Florestal; o aumento da contribuição dos servidores estaduais para o Iamspe e a destinação para o cofre geral o superávit financeiro das três universidades públicas estaduais (USP, Unesp e Unicamp) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
O encontro foi uma iniciativa do vereador Sandro Bussola (PSD) e também contou com a participação da vereadora Chiara Ranieri (DEM) e do presidente do Poder Legislativo de Bauru, José Roberto Segalla (DEM).
Foram representados na audiência o Sindicato dos Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo – UDEMO; o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo – SindSaúde; a Associação de Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo – APAMPESP; o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo – APEOESP; o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo – SINTUSP; a Central Sindical e Popular CSP/Conlutas; e o Fórum das Seis – docentes, servidores e estudantes das universidades paulistas.
Seus integrantes alegam que a aprovação do projeto não acarretará em danos apenas ao funcionalismo públicos, mas à sociedade paulista de maneira geral.
Considerações
Deputada estadual, Presidente da Apeoesp e da Frente Parlamentar em Defesa do Iamspe, a Professora Bebel (PT) também participou.
A parlamentar reiterou contrariedade ao projeto, classificando-o como um ataque ao patrimônio público, frisando ser inaceitável a extinção de instituições tão importantes para a população do estado.
Representantes da Apeoesp afirmaram que o Governo Estadual não tem honrado a contrapartida firmada com o Iamspe, e que 95% do convênio é financiado pela contribuição dos servidores estaduais.
Além disso, destacaram a disparidade e falta de representatividade nos conselhos que gerenciam o plano, afastando o contribuinte das decisões internas do órgão.
Em relação às universidades públicas estaduais, pontuaram que, em 2019, o valor equivalente às renúncias fiscais autorizadas pelo governo do estado foi o dobro do montante destinado para as três instituições em conjunto.
As carências que o Projeto de Lei pode gerar em todo o estado em decorrência da extinção de empresas e autarquias ligadas ao transporte público, proteção ambiental e na área da saúde foram apontadas de forma unânime pelos convidados.
A audiência não contou com representantes de órgãos ligados ao governo, que também foram convidados.
Moção de Apelo
Sandro Bussola posicionou-se contra o projeto por entender que a aprovação da medida possibilita o desmonte de instituições importantes para o município, podendo ainda gerar desemprego.
Finalizando a Audiência Pública, o parlamentar destacou a Moção de Apelo aprovada na Câmara Municipal, que pede ao governador a retirada o Projeto do Lei 529/20 – em tramitação na Assembleia Legislativa.
A iniciativa partiu do suplente Guilherme Berriel (MDB), enquanto exercia o cargo de vereador.
Sandro Bussola posicionou-se contra o projeto por entender que a aprovação da medida possibilita o desmonte de instituições importantes para o município, podendo ainda gerar desemprego.

Notícias relacionadas

Diretor do Sindcop fala sobre Congresso Fiesp de Segurança Pública

Sindcop convoca Assembleia Geral Ordinária para deliberação sobre prestação de contas de 2025

Antonio Neto e Gilson Barreto falam na Rádio Sindcop sobre eleições 2026 e pautas em defesa dos trabalhadores

plugins premium WordPress